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sexta-feira, janeiro 18, 2008

Semana da Unidade pelos Cristãos 2008


Celebramos, este ano, um século sobre o início da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Nela relembramos o gesto profético de Paul Wattson, que abriu um fecundo caminho que, ao longo de cem anos, congregou um número crescente de cristãos, provenientes das mais diversas tradições, em torno da oração pela reconciliação entre os discípulos e discípulas de Cristo e pela procura incessante e sempre renovada da unidade desejada pelo mesmo Cristo. Uma unidade na fé, na verdade e na caridade. Uma unidade no essencial, no respeito pela legítima pluralidade das diferentes tradições. No rescaldo da III Assembleia Ecuménica Europeia, realizada na cidade romena de Sibiú de 4 a 9 de Setembro de 2007, este oitavário de oração torna ainda mais actual o que o cardeal Walter Kasper aí proferiu: "As mãos que se uniram não podem mais ser separadas". O mesmo repetira já o papa João Paulo II à saciedade, ao afirmar o carácter irreversível do caminho ecuménico. O mesmo é-nos reafirmado por Bento XVI e o mesmo foi o sentir dos delegados presentes em Sibiu. Os caminhos aí apontados revelaram as inúmeras possibilidades de construção e de vivência desta unidade no concreto da vida das Igrejas e de cada cristão: empenho social, luta pela integridade da criação, defesa dos direitos humanos, procura de uma civilização mais justa e fraterna, acolhimento do outro na sua diferença e na sua riqueza… Mas este Oitavário remete-nos para o essencial: não há unidade dos cristãos sem reconciliação, e esta é obra do Espírito em nós. Aqui, a oração converte-nos ao desejo que o Espírito grita em nós, abre-nos os horizontes para perceber a urgência da prece de Jesus para que "todos sejam um", cria em nós a capacidade de irmos ao encontro do outro numa atitude de verdade e de bondade. Tradicionalmente, a Semana de oração pela unidade dos cristãos é celebrada de 18 a 25 de Janeiro. Esta data foi proposta em 1908 por Paul Wattson de maneira que elas se realizassem no período entre a festa de São Pedro e a de São Paulo. Assim sendo, esta escolha tem um significado simbólico. No hemisfério Sul, onde o mês de Janeiro é o período das férias de Verão, preferiu-se adoptar uma outra data, por exemplo, uma semana próxima do Pentecostes (sugestão feita pelo movimento Fé e Constituição em 1926), que constitui uma data simbólica para a unidade da Igreja. A passagem bíblica escolhida para a celebração do centésimo aniversário da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos é extraída da 1ª Carta aos Tessalonicenses. A exortação “orai sem cessar” (1Tes 5,17) sublinha o papel essencial da oração na vida da comunidade dos fiéis. Pois ela permite aos seus membros aprofundar a sua relação com Cristo e com os demais irmãos na fé. Esta passagem faz parte de uma série de “imperativos” e declarações através das quais Paulo encoraja a comunidade a viver da unidade que Deus nos dá em Cristo, a ser na prática o que ela é em princípio : o Corpo único de Cristo, visivelmente unido num mesmo lugar. Paulo nutria grandes esperanças para a Igreja de Tessalónica: a fé, a esperança e a caridade que não cessavam de crescer nesta cidade, a maneira com que ela havia acolhido a Palavra apesar dos sofrimentos, e a alegria que ela expressava no Espírito Santo, tudo concorria para suscitar sua admiração e seus louvores (1Tes 1,2-10). Todavia ele estava preocupado. A sua saída precipitada não lhe tinha deixado tempo de consolidar a obra que tinha começado e rumores inquietantes chegavam até ele. Certos desafios provinham do exterior, sobretudo a perseguição da comunidade e dos seus membros (1Tes 2,14). Outros eram de natureza interna: alguns membros da comunidade continuavam a ter comportamentos cada vez mais marcados pela cultura ambiente do que pela nova vida em Cristo (4,1-8) ; outros criticavam os responsáveis que exerciam a autoridade e, em consequência o próprio Paulo (cf. 2,3-7,10) ; outros ainda desesperavam-se da sorte reservada aos que morriam antes do regresso de Cristo. Um dos principais objectivos de Paulo era edificar esta comunidade na unidade. Nem mesmo a morte pode cortar os laços que a unem enquanto único corpo de Cristo. Jesus foi morto e ressuscitou por todos. Assim, quando o Senhor voltar, tanto os que já adormeceram quanto os que ainda vivem, «vivamos então unidos a ele» (5,10). Isto conduz Paulo a pronunciar os imperativos que figuram em 1Tes 5,13-18 e formam uma lista de exortações das quais uma parte foi escolhida para servir de base à Semana de oração deste ano. Esta passagem se inicia pela exortação que Paulo dirige aos membros da comunidade : “Vivei em paz entre vós” (5,13b) – paz que não significa simplesmente a ausência de conflitos, mas a harmonia na qual os dons de cada membro da comunidade contribuem à sua prosperidade e crescimento. É interessante notar que Paulo não dá nenhum ensinamento teológico abstracto, nem faz alusão às emoções e aos sentimentos. O apelo “orai sem cessar” (5,17) faz parte desta lista de imperativos. Isto nos lembra que a vida numa comunidade cristã só é possível através de uma vida de oração. Paulo mostra ainda que a oração é parte integrante da vida dos cristãos, precisamente quando eles procuram manifestar a unidade que lhes é dada em Cristo – uma unidade que não se limita aos acordos doutrinais e às declarações oficiais, mas que se exprime em “tudo o que contribui à paz” – através de acções concretas que testemunham a unidade em Cristo, e entre si e que a fazem crescer.

Um Santo muito festejado


SANTO ANTÃO

Santo Antão, cognominado o Grande, patriarca dos cenobitas, filho de pais piedosos e ricos, nasceu em 251, em Comã, no Egipto, e revelou desde a infância grande desejo da perfeição religiosa. A palavra da Igreja, a observação da natureza, a pureza dos costumes e a fuga do mundo serviram-lhe de guias. Motivos ascéticos fizeram que deixasse de dedicar-se aos estudos clássicos. Com 20 anos perdeu os pais. Assistindo uma vez à santa Missa, ouviu as palavras do Evangelho: «Se queres ser perfeito, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e segue-me». (Mat 19, 21). Antão observou este conselho e começou vida de asceta, retirou-se para o deserto, onde se ocupou com oração e trabalho. O demónio não o poupou, não lhe deixando faltar incómodos espirituais e corporais. Antão, porém, recorreu às armas da oração e penitência, e saiu vencedor. Depois, mudou a habitação mais para o interior do deserto, estabelecendo-se numa gruta abandonada. Um dia foi visitado por desconhecidos e amigos, que muito se admiraram da sua boa disposição e do poder com que sarava os doentes.

A fama da sua santidade atraiu muitas pessoas, que se lhe confiaram para a direcção. Dentro de poucos anos, existiam já numerosos cenobitas na Tebaida. Todos eles reconheceram Antão como superior. Quando, em 311, Maximino decretou uma perseguição à Igreja, Antão não se expôs ao martírio, mas saiu da solidão para animar e confortar os irmãos em Cristo. Terminada a perseguição (312), retirou-se para o monte de Colzim (Morro de Santo Antão), onde continuou a vida de eremita. Em visões proféticas, Deus mostrou-lhe o futuro da Igreja, p. ex., a vinda do Arianismo e a sua acção perniciosa.

Tanta era a estima de que na Igreja gozava, que o imperador Constantino, e os dois filhos Constâncio e Constante, lhe dirigiram cartas, em que lhe pediram orações.

Tendo já noventa anos, por inspiração do Espírito Santo, foi procurar S. Paulo eremita, que vivia no deserto havia já noventa anos, desconhecido completamente. Antão encontrou-o ainda vivo, mas já em vésperas de deixar este mundo. Deu-lhe sepultura e levou consigo a túnica feita de folhas de palmeira, que vestia só em ocasião de grandes festas.

Sentindo a morte aproximar-se, chamou os discípulos e dirigiu-lhes os últimos conselhos: «Deus chama por mim, meus filhos, e tenho desejo de entrar no céu. Lembrai-vos sempre dos meus ensinamentos. Evitai o veneno do pecado respeitai a vossa fé. Sede conscienciosos em observar a lei de Deus; vivei como se tivésseis de morrer todos os dias, e guardai a vossa alma isenta de todos os maus pensamentos.» Depois, pediu que lhe sepultassem o corpo sem grande aparato, e não revelassem a ninguém o lugar onde jazia.

Antão morreu aos 17 de Janeiro de 356, na idade de 105 anos, sem, contudo, ter dado sinal algum de caducidade.

O corpo, descoberto em 561, foi transportado para Alexandria, e em 635 para Constantinopla. Hoje repousa na igreja de S. Julião, em Arles. A arte cristã apresenta Santo Antão com um porco, o qual significa o demónio, cujas tentações o santo venceu com tanto heroísmo durante 90 anos.

Santo Atanásio, na biografia que escreveu de Santo Antão, destaca oito ensinamentos que o grande patriarca da Tebaida deu aos discípulos. São os seguintes:

1 Nada pode haver mais útil para o cristão, do que pensar todos os dias: Hoje estou a começar a servir a Deus, e o dia de hoje pode ser o meu último. 2 Vida pura e fé viva na presença de Deus são os meios mais eficazes para evitar o pecado. 3 Quem quer vencer as tentações não confie em si, mas em Deus. 4 O melhor remédio contra a tibieza é a lembrança de que a vida é curta e incerto o fim dela. 5 O inimigo infernal é muito fraco para quem sabe desarmá-lo treme diante do jejum, da oração, da humildade e outras boas obras. Só o sinal da cruz tem força bastante para confundir-se as artimanhas e ilusões. 6 Não convém esquadrinhar as coisas futuras, mas muito convém confiar em Deus. 7 A luz do espírito é muito superior à luz material. 8 Um olhar impuro basta para abrir as portas do inferno.

Um monge é como o peixe. Este morre, saindo da água; aquele quando abandona a solidão.

Fonte: Caniço

terça-feira, janeiro 15, 2008

Formação Permanente para Ministros Extraordinários da Comunhão (MEC)

O Secretariado Diocesano de Liturgia vai realizar diversas acções de formação permanente para os Ministros Extraordinários da Comunhão. Estão marcadas reuniões para Gouveia (12 de Janeiro), Tortosendo (26 de Janeiro), Guarda (2 de Fevereiro).
Para 16 e 17 de Fevereiro, está programado um curso para novos Ministros Extraordinários da Comunhão, no Centro Apostólico D. João Oliveira Matos.