Paróquias
Adão, Ade, Albardo, Amoreira, Cabreira, Casal de Cinza, Castanheira, Cerdeira do Côa, Marmeleiro, Mesquitela, Miuzela, Monte Margarida, Monteperobolso, Parada, Porto de Ovelha, Pousade, Rochoso, Seixo do Côa, Valongo do Côa, Vila Fernando e Vila Garcia

quarta-feira, julho 29, 2009

Ano Sacerdotal - Cura de Ars





















O santo padre proclamou este ano como "ano sacerdotal". Uma ocasião para os sacerdotes repensarem o dom do ministério que receberam para servir o povo de Deus e o mundo; uma ocasião para o povo de Deus reapreciar e revalorizar, na fé, o dom dos sacerdotes ao seu serviço, em nome de Jesus.
Este tema e proposta coincide com a celebração, este ano, dos 150 anos da morte de S.João Maria Vianney, o Cura-pároco de Ars, Lyon, França. Morreu em Ars, com 73 anos, depois de 41 anos de serviço paroquial numa humilde aldeia. Mas cuja fé, pregação e orientação espiritual no confessionário atraíam multidões, precisamente numa época de grandes perturbações sociais e religiosas, após-revolução francesa.
Foi declarado pela Igreja, em 1929, padroeiro de todos os párocos.

segunda-feira, julho 06, 2009

Insituição de Acólito do Rui Barroco

O Rui no momento da sua instituição


Foi no passado dia 28 de Junho, que a Diocese da Guarda se alegrou com a ordenação de dois novos Padres (Pe Hugo Martins - Celorico da Beira e Pe Celso Marques - Barco) e também com a Instituição no Ministério de Acólitos do Rui Barroco (Penedo da Sé - Marmeleiro) , do Rafael Neves (Vale de Estrela) e do João Marçalo (Colmeal da Torre). O Rui Barroco pertence ao nosso Arciprestado do Rochoso e conclui este ano os estudos no nosso Seminário Maior da Guarda e no Instituto Superior de Teologia de Viseu. Defenderá a sua tese de Mestrado no início do próximo ano 2010 e está agora à espera de saber o lugar de estágio do próximo ano pastoral 2009/2010. Ele acabou agora de dar mais um passo importante na sua vida e continua a contar com a oração de todos nós.

Um dos momentos mais importantes da Ordenação Sacerdotal em que todos os sacerdotes impõem as suas mãos sobre os futuros presbíteros.


sábado, julho 04, 2009

Normas Pastorais para a Celebração das Exéquias



Comunidades cristãs do Arciprestado do Rochoso


No momento em que algum dos nossos familiares e amigos parte para a eternidade, muitas vezes não temos grande ocasião de pensar, e por isso vale a pena ter bem esclarecidos alguns promenores.


1. Lugar da celebração

O espaço próprio da celebração das exéquias com Eucaristia é a Igreja Paroquial. Ninguém deve estranhar que seja a Igreja Paroquial, pois as capelas tornam-se demasiado pequenas para acomodar todos os que acorrem à celebração e que devem participar activa e dignamente nas celebrações. A excepção só se verificará nas anexas que têm cemitério próprio.


2. Ofício de Defuntos

Para além da Eucaristia existem outras celebrações litúrgicas que podem ser feitas, como por exemplo o Ofício de Defuntos. Nas diferentes alturas do dia (Laudes de manhã e Vésperas de tarde), a Liturgia das Horas ajuda também na oração por toda a Igreja e pelo irmão que faleceu.


3. O canto

O canto também faz parte da nossa acção de graças a Deus pelo dom da vida do Seu Filho, de todos nós e também do irmão que parte. Por isso , ninguém deverá estranhar o canto num funeral cristão. Estranhar será não o fazer. Cantar ajuda a louvar a Deus, é manifestação da nossa Esperança e até mesmo um alívio para a dor.


4. Ambiente na Igreja

Durante a celebração da Eucaristia Exequial
o caixão deve permanecer fechado
:
por razões de higiene e saúde; de espaço, em muitos casos;
de maior atenção à Eucaristia e ao altar;
para, logo após a Missa, seguirmos com o funeral
e continuarmos a oração e o canto até ao cemitério.
Junto do lugar onde está depositado o corpo
coloque-se de preferência, se existir, o círio pascal
– sinal da Páscoa de Cristo
.
A transferência do corpo das capelas para a Igreja paroquial
deve ser efectuada com a conveniente antecedência
para que há hora marcada para a celebração das Exéquias
(Eucaristia ou Celebração da Palavra) possam ser iniciadas
em tranquilidade e em clima de oração,
permanecendo-se assim antes, durante
e depois da acção litúrgica.


5. As flores

No momento em que se prepara e decorre a celebração da Eucaristia deve existir um simples e belo arranjo floral – e não flores “a monte”. Até para não haver “distinção” social das pessoas. Há Igrejas onde a grande afluência de pessoas faz com que o espaço seja mais reduzido e o pólen possa incomodar algumas pessoas. Alguns dos ramos devem permanecer guardados noutro local ou na carrinha funerária.

O seu exagero e ausência quase podem ser interpretados como sinais de pouca fé. Quem crê e se assume como cristão sabe que mais do que o gesto exterior das flores, a melhor maneira de ajudar os falecidos passa pelo bem que fazemos; pela nossa oração mais intensa; pela nossa conversão e crescimento na fé; pela nossa comunhão Eucarística e pela caridade fraterna. (obs: Há terras onde, em vez de flores, muitos amigos oferecem uma importância em dinheiro, para ser aplicada em Missas, em esmolas… É menos visível… "mas o Pai, que vê no segredo, te dará a recompensa”. Pode ser mais uma alternativa!)


6. Despedida, oração e ambiente no cemitério

Após a última encomendação, na igreja, são de evitar, habitualmente,
palavras de memória e homenagem da família.
A emoção e a força do sentimento, em geral,
não nos deixam com a conveniente lucidez e calma
para falar com dignidade e coerência.
A caminho do cemitério a oração e o canto
testemunham a nossa fé na Vida eterna.
De preferência à frente da carrinha, para rezarmos juntos.
A despedida final no cemitério deve ser feita depois da oração final.
Procuremos terminar primeiro a oração pelo irmão que sepultamos,
antes de visitar outras campas.

É dever de todos os presentes deixar a família em sossego

para em paz fazer a despedida do seu ente querido,

criando assim um ambiente de recolhimento

e não de cumprimentos e de espectáculo.


7. Missas e Acompanhamentos

É um dever de gratidão e caridade continuar a lembrar os nossos
falecidos na oração: seja na oração diária seja em datas mais comemorativas e específicas (7º dia, 30º dia, aniversário,...) São datas significativas para nós, não tanto para os nossos falecidos, que já não vivem no tempo de calendário. São datas de conveniência e tradição para nós os aniversários semanais, mensais ou anuais, para melhor recordarmos os nossos defuntos, para os sufragar a eles e pedir-lhes que eles intercedam por nós.

São um sinal louvável de solidariedade na dor, e de fé cristã na Vida Eterna, o costume dos "acompanhamentos". Sem sobrevalorizar! Tenhamos presente que o valor espiritual desse gesto está na oração pelo falecido(a)- e não tanto na mera homenagem/presença. Além disso, será oportuno "ouvir" a mensagem dos defuntos: "se vos unis e vindes à missa, por nós, participai e vivei a Eucaristia por vós, enquanto podeis"!


Aprovadas pelo Conselho Pastoral Arciprestal

a 23 de Maio de 2009

na presença de D. Manuel da Rocha Felício,

bispo da Guarda