Quarta-feira, Junho 24, 2009

FESTAS




Vêm aí as Festas ! QUE FESTAS ?!?

-As festas cristãs são celebrações de fé, ante de mais. E ocasião de convívio,alegria e diversão das famílias e populações.
- MAS… é evidente que, cada vez mais, muitos mordomos são alheios à vida cristã da paróquia e ao sentido cristão da festa e às normas que procuram salvaguardar e fomentar esse espírito;
- Muitas mordomias foram-se transformando em “empresas de espectáculos” até ao ponto e níveis que todos conhecemos. Alguns espectáculos e iniciativas recreativas - com o rumo que estão a tomar – devem ser mais da competência de alguns grupos cívicos e associações, do que de mordomias religiosas… Até porque, alguns excessos das festas - contra o ambiente, a saúde e o descanso de idosos e doentes; contra o bom gosto e a boa educação; os excessos de algum consumo - ficará bem justificá-los em nome de Deus e dos santos?! Não andaremos a invocar o nome de Deus em vão?! Que testemunho estamos a dar? Que exemplo dão os cristãos à sociedade?!
- Mais: Por respeito à consciência, à intenção e fé das pessoas, deveria haver algum cuidado na aplicação das esmolas –como aliás está determinado (n.27 das Normas diocesanas); tal como deveríamos ter algum escrúpulo em gastar em nome de Deus, na igreja, algumas receitas que provenham de actividades e abusos que possam ser menos dignos de Deus e dos homens.
- Em muitas terras fazem-se, em boa harmonia e colaboração, as festas populares da terra… com diversos títulos e pretextos, a par da festa religiosa cristã. Com espaço e tempo para todos. Uns organizam os espectáculos ou diversões e outros preparam e dinamizam a festividade religiosa; onde cada um sabe para o que dá ; e onde os saldos têm destinos diferentes. “Todos amigos…mas negócios à parte”. Todos podem vir à igreja, tal como todos poderm ir ao baile… Se há saldos, num lado ou no outro, há muitas causas boas onde aplicá-los em favor das pessoas… em vez de esbanjar.
Como todos já percebemos, a sociedade, mesmo nas aldeias pequenas, hoje já não é homogénea. Já não se pode falar do “Povo” para tudo. Na mesma terra há diversas entidades-colectividades, (freguesia, paróquia, associação), com os seus membros, a sua identidade, os seus bens e objectivos próprios. Será sinal de evolução, de democracia, e de fé verdadeira e moderna, colaborarmos, mas no respeito pelas áreas de cada um.
Em nome da verdade das coisas… Em nome do respeito pelos que querem a festa religiosa ou dos que não querem nada com a Igreja e os santos: não será altura de distinguir e separar as coisas?! Não precisamos dos santos para nos divertirmos e convivermos! E, se é verdade que o convívio e diversão equilibrados fazem parte da festa cristã, tenhamos algum cuidado em não nos divertirmos e gozarmos, abusando, de Deus, dos santos…e da fé das pessoas. Olhem os muçulmanos: que alguém se atreva a brincar ou gozar com o Profeta!!
Quem tem ouvidos para ouvir; cabeça para perceber e pensar; e coração e boa vontade para acolher…pense nisto, manifeste-se e vá tomando posição.
Quanto ao pároco:ele não é senhor da festa; podem muito bem fazê-las sem ele. Mas,como todos percebem, o padre tem normas a respeitar, um dever a cumprir, um testemunho a dar, uma consciência a seguir. Pode haver situações e chegar-se a um ponto que, em consciência, há que dizer: desculpem, mas aí, assim, não posso colaborar.
Por isso os mordomos pensem: A quem querem servir?! Para quem querem trabalhar?! Haja cristãos responsáveis e adultos a tomar conta do que é vosso, enquanto é tempo: para a missa, procissão e alguma iniciativa religiosa, não é preciso grande trabalho nem despesa… O resto – cultura e recreio, quando o são?! - hoje, já nos ultrapassa, já saiu do nosso âmbito... e com todo o respeito e louvor por muitas e boas iniciativas! "A César o que de César; a Deus o que é de Deus". Pe. Coelho

Sexta-feira, Junho 12, 2009

Dia arciprestal da catequese








Foi uma jornada em pleno. Até o tempo ajudou: com algumas nuvens a fazer alguma sombra...para evitar queimaduras de maior.
Pelas 10,30 cada paróquia do arciprestado, com crianças e adolescentes em catequese, passou pelo palco do salão paroquial do Rochoso e encenou -com técnicas variadas- um ou dois passos da vida de S.Paulo, retirados da Actos dos Apóstolos. Grande animação, em salão cheio -há quanto tempo não se via? Quase 200 crianças/adolescentes, catequistas e alguns pais.
Pouco depois das 12 rumámos ao parque de lazer junto à ribeira, recordando ainda, em lugares oportunos, alguns passos ou palavras de Paulo. Sobre a ponte do comboio, lemos o discurso de despedida e as recomendações aos anciãos de Éfeso e... de olhos postos no horizonte longínquo apontado pela linha de comboio, dissemos "adeus" a Paulo.
No amplo parque de lazer e merendas almoçámos, à sombra dos freixos ...
A tarde foi de grande movimento: muitas equipas de 4 elementos cada, fizeram sucessivamente e com grande luta e desportivismo a variada série de jogos populares e brincadeiras.
O momento final foi de breve reflexão e oração: "passámos para o outro lado" ... da ribeira -como Jesus passou para o outro lado do mar (Jo.6) - cantámos, escutámos o milagre da multiplicação dos pães... pedimos a bêncão para os 200 pãezinhos, deliciosos e frescos, que cada um passou a buscar e foi comendo. Assim evocámos o dia seguinte: dia do Corpo de Cristo.
E...adeus até à próxima!