Paróquias
Adão, Ade, Albardo, Amoreira, Cabreira, Casal de Cinza, Castanheira, Cerdeira do Côa, Marmeleiro, Mesquitela, Miuzela, Monte Margarida, Monteperobolso, Parada, Porto de Ovelha, Pousade, Rochoso, Seixo do Côa, Valongo do Côa, Vila Fernando e Vila Garcia

sábado, dezembro 31, 2011

sejamos nós próprios as mãos de Deus


Passou mais um ano, de modo acelerado e com muitos tempos e contratempos. Ao olhar o passado vemos muita coisa feita e realizada (seja ela boa ou menos boa), mas o que vemos ao olhar o futuro? Uns dizem que os dias serão muito “negros”. A palavra “sacrifício” está na ordem do dia. Eu sei, e todos sabemos, que os dias serão difíceis, mas desde o momento original de toda a criação, quando é que não existiram tempos difíceis? Eu, ao olhar este futuro, recuso-me a olhar simplesmente o péssimo, mas a ser mais optimista. Um optimista bem presente na realidade que vai ser vivida e enraizado no coração de Deus.

Que seria de mim sem a sua presença constante e amiga? Porque não, ouvirmos mais a Palavra de Deus e deixar que ela ilumine os nossos afazeres do dia a dia? Porque não, pôr em prática as palavras que Jesus nos deu? Porque não, autorizarmos que o nosso coração seja transformado e moldado por Deus?

Na unidade de esforços e gestos de amor, a humanidade supera as suas maiores dificuldades. Algumas vezes o Apóstolo S. Paulo utiliza a palavra: “suportai-vos”. Neste novo ano que se inicia (que alguns agoiram como sendo o último) tentemos ser o “suporte” nos momentos e nos tempos partilhados. Tentemos ser humildes nas nossas conversas e nos nossos atos. Sejamos como os pastores de Belém que contaram a notícia do nascimento de Jesus e se alegraram por encontrar Deus nas suas vidas. Na vida de cada um e dentro da realidade que nos cerca e nos envolve, sejamos nós próprios as mãos de Deus!

Pe Ângelo, pároco

sexta-feira, dezembro 30, 2011

Votos de D. Manuel Felício para 2012

Bispo da Guarda deseja fortalecimento do tecido social

O bispo da Guarda deseja que, no próximo ano, haja em Portugal o “fortalecimento do tecido social” e que a sua Diocese seja “cada vez mais comunidade de fé”.

“Para a Diocese formulo que sejamos cada vez mais comunidade de fé, apostada em seguir os caminhos de Jesus Cristo para serviço da comunidade humana. E, se formos comunidade humana e de fé fortemente apostados em seguir os caminhos de Jesus Cristo, com a novidade do estilo de vida que ele levou, e que ele nos propõe, que tem as marcas da sobriedade, da solidariedade, da defesa de valores fundamentais como os da família, nós vamos progredir como Diocese e prestar o melhor serviço à comunidade humana”, afirmou D. Manuel Felício ao Jornal A Guarda.

Quanto à comunidade em geral, para o ano de 2012, desejou: “Queria que houvesse cada vez uma maior aproximação dos líderes e dos que são liderados, no sentido de, com projectos comuns, podermos avançar um fortalecimento do tecido social, que está muito rompido como todos nós vemos. E, na medida em que fortalecemos esse tecido social, nós vamos dar novas razões de esperança à nossa comunidade e às pessoas em geral, que é o que lhes falta, neste momento”.

Entretanto, numa altura em que está em discussão a rede de Maternidades, e o possível encerramento de duas das três Maternidades da Beira Interior (Guarda, Covilhã e Castelo Branco) o prelado Diocesano disse ao Jornal A Guarda que deseja que o serviço continue na cidade mais alta do País. “Eu desejaria que ela ficasse na Guarda, mas não quero substituir a responsabilidade daqueles que estão à frente destes três centros, onde incluo um quarto, que é Viseu, que pertence também à nossa área”, declarou. Acrescentou dizendo que “gostava de ver os responsáveis destas unidades a dialogarem entre si, e a porem em comum projectos e a verem como é que se podem distribuir por estas distintas unidades os diferentes serviços, para termos serviços de qualidade e acessíveis a todos”. “Ainda não vi que esse diálogo tenha sido feito e tenho perguntado várias vezes por ele. Não sou técnico, gostaria que ela [Maternidade] ficasse na Guarda. Não sei se essa é a melhor solução técnica. Aos técnicos peço que reflictam sobre isso, comuniquem à tutela e que a tutela, com responsabilidade, decida”, referiu.

Na opinião de D. Manuel Felício, que falava ao Jornal A Guarda na sexta-feira, dia 23 de Dezembro, no dia em que visitou os reclusos do Estabelecimento Prisional da Guarda, antes da decisão sobre o futuro dos blocos de partos ocorre um “processo longo” que envolve “consulta às unidades técnicas, às populações e responsáveis pelas populações”.

Já sobre a mensagem que deixou aos reclusos da Cadeia da Guarda, afirmou: “Se este tempo for oportunidade para eles recuperarem o entusiasmo, se formarem para o reencontro com a vida social, podem ter aqui a oportunidade de relançar a sua própria vida para serviço à comunidade”.

in Diocese da Guarda

quarta-feira, dezembro 21, 2011

novo SITE da Diocese da Guarda


Nova página da Diocese. clique em cima da imagem e entre num mundo, que pretende ser de cara renovada, pelo menos...

sábado, dezembro 17, 2011

IV Semana do Advento

HONESTIDADE

Pai Santo, nós vos damos graças

porque iluminastes o mundo por meio de Jesus Cristo:

concedei-nos a sua luz todos os dias da nossa vida.

Orientai-nos e fortalecei-nos com o vosso Espírito,

para que vivamos sempre segundo o Evangelho

que nos convida ser honestos

e a dizer “sim” a Deus, como Maria.

Ámen.

sábado, dezembro 10, 2011

III Semana do Advento

JUSTIÇA

Pai Santo, nós vos damos graças

porque iluminastes o mundo por meio de Jesus Cristo:

concedei-nos a sua luz todos os dias da nossa vida.

Orientai-nos e fortalecei-nos com o vosso Espírito,

para que vivamos sempre segundo o Evangelho

que nos convida a ser justos

e a dar testemunho da luz que é Jesus.

Ámen.

sábado, dezembro 03, 2011

II Semana do Advento

RETIDÃO

Pai Santo, nós vos damos graças

porque iluminastes o mundo por meio de Jesus Cristo:

concedei-nos a sua luz todos os dias da nossa vida.

Orientai-nos e fortalecei-nos com o vosso Espírito,

para que vivamos sempre segundo o Evangelho

que nos diz para sermos rectos

e prepararmos o caminho do Senhor.

Ámen.

sábado, novembro 26, 2011

I Semana do Advento

SOLIDARIEDADE

Pai Santo,
Nós vos damos graças

porque iluminastes o mundo por meio de Jesus Cristo:

concedei-nos a sua luz todos os dias da nossa vida.

Orientai-nos e fortalecei-nos com o vosso Espírito,

para que vivamos sempre segundo o Evangelho

que nos diz para vigiarmos e sermos solidários.

Ámen.

segunda-feira, novembro 21, 2011

Mensagem aos fiéis e comunidades cristãs do Arciprestado do Rochoso, na celebração da abertura solene do ano pastoral 2011-12

Amigos e irmãos em Nosso Senhor Jesus Cristo:

Antes de mais, quero recordar a alegria que senti quando, há sensivelmente um ano, presidi à solene abertura do ano pastoral aberta à participação de todo o vosso Arciprestado.

Dou graças a Deus pelos momentos carregados de esperança que então vivi convosco.

Este ano tinha também agendado com o vosso Arcipreste, de novo, a minha presença também na abertura do ano pastoral 2011-12. Ora, o facto de, no mesmo dia 20 do corrente mês de Novembro e sensivelmente à mesma hora, decorrer em Lisboa a Ordenação de um novo Bispo que passará a fazer parte da nossa Conferência Episcopal, impede-me de estar presente convosco desta vez.

Apesar da minha ausência, peço ao Senhor as suas maiores bênçãos para todas as comunidades cristãs que constituem o Arciprestado do Rochoso. Quero dar-Lhe graças por todos os progressos na vivência, na formação e no anúncio da Fé que estão a ser feitos neste Arciprestado. E sinto que esses progressos são visíveis. A título de exemplo, lembro que já tive a alegria de presidir a algumas reuniões do Conselho Pastoral Arciprestal do vosso Arciprestado, uma realidade da maior importância que está a ser recomendado a todos os 15 arciprestados da nossa Diocese. Fiquei muito bem impressionado pela participação e pelo exercício da corresponsabilidade pastoral que nele encontrei. Dou-vos os parabéns também por esta realidade relativamente nova que está em marcha no vosso Arciprestado.

Peço ao Senhor que vos acompanhe ao longo deste novo ano pastoral, em que todos queremos progredir no conhecimento da Pessoa de Jesus Cristo, com ajuda do Evangelho de S. Marcos, o Evangelho deste ano.
Deixo-vos a certeza da minha oração.

Guarda e Paço Episcopal, 20 de Novembro de 2011

+Manuel R. Felício, Bispo da Guarda

sexta-feira, novembro 18, 2011

Ensaio de preparação da celebração do inicio do Ano Pastoral, dedicado à leitura do Evangelho de S. Marcos
Sábado, 19 de Novembro
21h00m
Salão Paroquial do Rochoso

quarta-feira, novembro 09, 2011

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quinta-feira, outubro 27, 2011

Discurso de Bento XVI no encontro inter-religioso de Assis



Queridos irmãos e irmãs,

distintos Chefes e representantes das Igrejas e Comunidades eclesiais e das religiões do mundo,

queridos amigos,

Passaram-se vinte e cinco anos desde quando pela primeira vez o beato Papa João Paulo II convidou representantes das religiões do mundo para uma oração pela paz em Assis. O que aconteceu desde então? Como se encontra hoje a causa da paz? Naquele momento, a grande ameaça para a paz no mundo provinha da divisão da terra em dois blocos contrapostos entre si. O símbolo saliente daquela divisão era o muro de Berlim que, atravessando a cidade, traçava a fronteira entre dois mundos. Em 1989, três anos depois do encontro em Assis, o muro caiu, sem derramamento de sangue. Inesperadamente, os enormes arsenais, que estavam por detrás do muro, deixaram de ter qualquer significado. Perderam a sua capacidade de aterrorizar. A vontade que tinham os povos de ser livres era mais forte que os arsenais da violência. A questão sobre as causas de tal derrocada é complexa e não pode encontrar uma resposta em simples fórmulas. Mas, ao lado dos fatores económicos e políticos, a causa mais profunda de tal acontecimento é de caráter espiritual: por detrás do poder material, já não havia qualquer convicção espiritual. Enfim, a vontade de ser livre foi mais forte do que o medo face a uma violência que não tinha mais nenhuma cobertura espiritual. Sentimo-nos agradecidos por esta vitória da liberdade, que foi também e sobretudo uma vitória da paz. E é necessário acrescentar que, embora neste contexto não se tratasse somente, nem talvez primariamente, da liberdade de crer, também se tratava dela. Por isso, podemos de certo modo unir tudo isto também com a oração pela paz.

Mas, que aconteceu depois? Infelizmente, não podemos dizer que desde então a situação se caracterize por liberdade e paz. Embora a ameaça da grande guerra não se aviste no horizonte, todavia o mundo está, infelizmente, cheio de discórdias. E não é somente o facto de haver, em vários lugares, guerras que se reacendem repetidamente; a violência como tal está potencialmente sempre presente e caracteriza a condição do nosso mundo. A liberdade é um grande bem. Mas o mundo da liberdade revelou-se, em grande medida, sem orientação, e não poucos entendem, erradamente, a liberdade também como liberdade para a violência. A discórdia assume novas e assustadoras fisionomias e a luta pela paz deve-nos estimular a todos de um modo novo.

Procuremos identificar, mais de perto, as novas fisionomias da violência e da discórdia. Em grandes linhas, parece-me que é possível individuar duas tipologias diferentes de novas formas de violência, que são diametralmente opostas na sua motivação e, nos particulares, manifestam muitas variantes. Primeiramente temos o terrorismo, no qual, em vez de uma grande guerra, realizam-se ataques bem definidos que devem atingir pontos importantes do adversário, de modo destrutivo e sem nenhuma preocupação pelas vidas humanas inocentes, que acabam cruelmente ceifadas ou mutiladas. Aos olhos dos responsáveis, a grande causa da danificação do inimigo justifica qualquer forma de crueldade. É posto de lado tudo aquilo que era comummente reconhecido e sancionado como limite à violência no direito internacional. Sabemos que, frequentemente, o terrorismo tem uma motivação religiosa e que precisamente o caráter religioso dos ataques serve como justificação para esta crueldade monstruosa, que crê poder anular as regras do direito por causa do «bem» pretendido. Aqui a religião não está ao serviço da paz, mas da justificação da violência.

A crítica da religião, a partir do Iluminismo, alegou repetidamente que a religião seria causa de violência e assim fomentou a hostilidade contra as religiões. Que, no caso em questão, a religião motive de facto a violência é algo que, enquanto pessoas religiosas, nos deve preocupar profundamente. De modo mais subtil mas sempre cruel, vemos a religião como causa de violência também nas situações onde esta é exercida por defensores de uma religião contra os outros. O que os representantes das religiões congregados no ano 1986, em Assis, pretenderam dizer – e nós o repetimos com vigor e grande firmeza – era que esta não é a verdadeira natureza da religião. Ao contrário, é a sua deturpação e contribui para a sua destruição. Contra isso, objeta-se: Mas donde deduzis qual seja a verdadeira natureza da religião? A vossa pretensão por acaso não deriva do facto que se apagou entre vós a força da religião? E outros objetarão: Mas existe verdadeiramente uma natureza comum da religião, que se exprima em todas as religiões e, por conseguinte, seja válida para todas? Devemos enfrentar estas questões, se quisermos contrastar de modo realista e credível o recurso à violência por motivos religiosos. Aqui situa-se uma tarefa fundamental do diálogo inter-religioso, uma tarefa que deve ser novamente sublinhada por este encontro. Como cristão, quero dizer, neste momento: É verdade, na história, também se recorreu à violência em nome da fé cristã. Reconhecemo-lo, cheios de vergonha. Mas, sem sombra de dúvida, tratou-se de um uso abusivo da fé cristã, em contraste evidente com a sua verdadeira natureza. O Deus em quem nós, cristãos, acreditamos é o Criador e Pai de todos os homens, a partir do qual todas as pessoas são irmãos e irmãs entre si e constituem uma única família. A Cruz de Cristo é, para nós, o sinal daquele Deus que, no lugar da violência, coloca o sofrer com o outro e o amar com o outro. O seu nome é «Deus do amor e da paz» (2 Cor 13,11). É tarefa de todos aqueles que possuem alguma responsabilidade pela fé cristã, purificar continuamente a religião dos cristãos a partir do seu centro interior, para que – apesar da fraqueza do homem – seja verdadeiramente instrumento da paz de Deus no mundo.

Se hoje uma tipologia fundamental da violência tem motivação religiosa, colocando assim as religiões perante a questão da sua natureza e obrigando-nos a todos a uma purificação, há uma segunda tipologia de violência, de aspeto multiforme, que possui uma motivação exatamente oposta: é a consequência da ausência de Deus, da sua negação e da perda de humanidade que resulta disso. Como dissemos, os inimigos da religião veem nela uma fonte primária de violência na história da humanidade e, consequentemente, pretendem o desaparecimento da religião. Mas o «não» a Deus produziu crueldade e uma violência sem medida, que foi possível só porque o homem deixara de reconhecer qualquer norma e juiz superior, mas tomava por norma somente a si mesmo. Os horrores dos campos de concentração mostram, com toda a clareza, as consequências da ausência de Deus.

Aqui, porém, não pretendo deter-me no ateísmo prescrito pelo Estado; queria, antes, falar da «decadência» do homem, em consequência da qual se realiza, de modo silencioso, e por conseguinte mais perigoso, uma alteração do clima espiritual. A adoração do dinheiro, do ter e do poder, revela-se uma contrarreligião, na qual já não importa o homem, mas só o lucro pessoal. O desejo de felicidade degenera num anseio desenfreado e desumano como se manifesta, por exemplo, no domínio da droga com as suas formas diversas. Aí estão os grandes que com ela fazem os seus negócios, e depois tantos que acabam seduzidos e arruinados por ela tanto no corpo como na alma. A violência torna-se uma coisa normal e, em algumas partes do mundo, ameaça destruir a nossa juventude. Uma vez que a violência se torna uma coisa normal, a paz fica destruída e, nesta falta de paz, o homem destrói-se a si mesmo.

A ausência de Deus leva à decadência do homem e do humanismo. Mas, onde está Deus? Temos nós possibilidades de O conhecer e mostrar novamente à humanidade, para fundar uma verdadeira paz? Antes de mais nada, sintetizemos brevemente as nossas reflexões feitas até agora. Disse que existe uma conceção e um uso da religião através dos quais esta se torna fonte de violência, enquanto que a orientação do homem para Deus, vivida retamente, é uma força de paz. Neste contexto, recordei a necessidade de diálogo e falei da purificação, sempre necessária, da vivência da religião. Por outro lado, afirmei que a negação de Deus corrompe o homem, priva-o de medidas e leva-o à violência.

Ao lado destas duas realidades, religião e antirreligião, existe, no mundo do agnosticismo em expansão, outra orientação de fundo: pessoas às quais não foi concedido o dom de poder crer e todavia procuram a verdade, estão à procura de Deus. Tais pessoas não se limitam a afirmar «Não existe nenhum Deus», mas elas sofrem devido à sua ausência e, procurando a verdade e o bem, estão, intimamente estão a caminho d’Ele. São «peregrinos da verdade, peregrinos da paz». Colocam questões tanto a uma parte como à outra. Aos ateus combativos, tiram-lhes aquela falsa certeza com que pretendem saber que não existe um Deus, e convidam-nos a tornar-se, em lugar de polémicos, pessoas à procura, que não perdem a esperança de que a verdade exista e que nós podemos e devemos viver em função dela. Mas, tais pessoas chamam em causa também os membros das religiões, para que não considerem Deus como uma propriedade que de tal modo lhes pertence que se sintam autorizados à violência contra os demais. Estas pessoas procuram a verdade, procuram o verdadeiro Deus, cuja imagem não raramente fica escondida nas religiões, devido ao modo como eventualmente são praticadas. Que os agnósticos não consigam encontrar a Deus depende também dos que creem, com a sua imagem diminuída ou mesmo deturpada de Deus. Assim, a sua luta interior e o seu interrogar-se constituem para os que creem também um apelo a purificarem a sua fé, para que Deus – o verdadeiro Deus – se torne acessível. Por isto mesmo, convidei representantes deste terceiro grupo para o nosso Encontro em Assis, que não reúne somente representantes de instituições religiosas. Trata-se de nos sentirmos juntos neste caminhar para a verdade, de nos comprometermos decisivamente pela dignidade do homem e de assumirmos juntos a causa da paz contra toda a espécie de violência que destrói o direito.

Concluindo, queria assegura-vos de que a Igreja Católica não desistirá da luta contra a violência, do seu compromisso pela paz no mundo. Vivemos animados pelo desejo comum de ser «peregrinos da verdade, peregrinos da paz».

quarta-feira, outubro 26, 2011

Ordenações de Diaconos Permanentes na Diocese da Guarda

foto: Francisco Barbeira

Irmãos e irmãs, o Senhor convida-nos a todos para sermos construtores e cuidadores da Sua Igreja, que Ele quer ao serviço da Humanidade, da nossa história coletiva concreta, do mundo em que nos encontramos, com todas as suas potencialidades e contradições. E quer que todos sejamos construtores de uma forma organizada e bem coordenada. Para isso, pelo Sacramento da Ordem, a alguns Ele decidiu constitui-los representantes visíveis da Sua Pessoa para o exercício da condução que Ele hoje quer imprimir na vida da Igreja.

Pelo Sacramento da Ordem, no seu 1º grau, também vós que hoje ides ser ordenados diáconos, ficais com a responsabilidade de dar expressão visível ao pastoreio do mesmo Cristo á frente da Igreja e das distintas comunidades que a constituem. Por isso, o mesmo Cristo e Bom Pastor convida-vos, primeiro que tudo, a participar no discernimento, na identificação dos distintos carismas e ministérios necessários à vida das nossas comunidades; pede-vos que participeis ativamente na sua formação adequada, que os estimuleis sempre no exercício das distintas responsabilidades que lhes foram confiadas; que participeis também na coordenação bem feita dos diferentes serviços que hão dar vida às comunidades. Temos a convicção de que só uma verdadeira comunhão de ministérios – onde entram os ordenados e os não ordenados ou laicais – é caminho para constituir a verdadeira comunhão em Cristo, tanto no interior das comunidades cristãs como destas comunidades entre si.

Devo acrescentar que esta responsabilidade nova hoje recebida com o Sacramento da Ordem, no seu 1º grau, sois convidados a exercê-la nas distintas diaconias que a Igreja vos confia. E são elas, para usar a linguagem do Diretório do Ministério e da Vida dos Diáconos Permanentes, a diaconia da Palavra, a diaconia da Liturgia e a diaconia da Caridade. E eu desejo acrescentar-lhes mais a diaconia da Administração. No fundo, com esta linguagem o Diretório quer dizer que ao diácono são confiadas todas as grandes responsabilidades inerentes ao pastoreio de uma determinada comunidade cristã.

Isto não significa que não tenhamos todos de respeitar, na comunhão dos ministérios, em que também se insere o ministério ordenado dos diáconos, as competências específicas de cada um deles. De facto o único Senhor da Igreja confia aos presbíteros competências específicas na vida do povo de Deus, como o mesmo acontece com os Bispos, sem que tal determine qualquer anulação das competências próprias dos outros ministérios, incluindo os diáconos.

Hoje faço uma prece especial, nesta celebração, para que o Senhor Jesus, na luz do Seu Espírito, a todos nos ajude a percorrer o caminho da construção da autêntica comunhão de ministérios para serviço da comunhão da Igreja. E nesta comunhão cabem tanto as diferenças como as complementaridades, que o mesmo Senhor quer que existam na sua Igreja.

Temos de concordar em que, durante séculos, o Ministério Ordenado esteve concentrado na vida dos Presbíteros e dos Bispos. Desde o Concílio Vaticano II – e já lá vão quase 50 anos, pois começam a completar-se em 2012 – vem sendo pedido à Igreja que dê ao Ministério dos Diáconos o seu lugar e o seu espaço próprios na vida das diferentes comunidades cristãs.

Peçamos, nesta hora, a luz e a força do Espírito Santo primeiro para os que vão ser ordenados e depois para todos nós, a fim de sabermos percorrer os novos caminhos, onde, por vontade do Senhor Jesus, o exercício do Diaconado nas nossas comunidades tem de ter o lugar e o espaço que lhe são próprios.

Finalmente, à nossa comissão diocesana promotora e coordenadora do diaconado permanente, desejo pedir, nesta hora, empenho redobrado para fazer o acompanhamento dos diáconos no exercício do seu ministério; sobretudo que lhes seja garantido o necessário apoio espiritual e pastoral no exercício da missão que lhes é confiada. Assim, poderemos conjuntamente rasgar os caminhos do futuro por onde as nossas comunidades cristãs precisam de ser conduzidas, com a intervenção responsável também dos diáconos.

Que o Senhor nos ajude na realização desta importante e decisiva tarefa.

Catedral da Guarda, 23/10/2011

D. Manuel R. Felício, bispo da Guarda

sexta-feira, outubro 07, 2011

quinta-feira, outubro 06, 2011

CELEBRAÇÃO ARCIPRESTAL DE S.MARCOS

ROCHOSO
20 NOVEMBRO 2011

Solenidade de Cristo Rei
15h00m

concentração das paróquias no Largo da Casa Paroquial

Brevemente mais informações

domingo, setembro 25, 2011

Encontro/assembleia arciprestal das OOV

clique na imagem para ver em pormenor

80 anos do Colégio da Cerdeira


No próximo dia 1 de Outubro de 2011 o "Colégio da Cerdeira", Escola Regional Dr José Dinis da Fonseca, outrora de internato feminino e agora também com internato masculino, comemora os seus 80 anos. Oito décadas ao serviço da educação entre os mais desfavorecidos e de todos os que quiseram e continuar a querer frequentar a Instituição. Assim, o Colégio abre as suas portas para os antigos e atuais alunos.
PROGRAMA

09:30/10:00H - Receção e digressão pelas instalações

11:00H - Eucaristia, presidida pelo Ex.mo e Rev.mo Sr D. Manuel Felício

12:30H - Almoço convívio

14:30H - Sessão solene

17:00H - Despedida

Se foste e és aluno/a do Colégio,
vem encontrar as caras conhecidas e lembrar os tempos antigos e atuais.

sábado, setembro 24, 2011

Catequese - Ano Pastoral 2011/2012

ARCIPRESTADO DO ROCHOSO

Formação e Encontro de Catequistas no Ano Pastoral 2011/2012

(Mensal – 2.º Sábado de cada mês)

Outubro

08 Outubro 2011, Sábado

14h00m – Primeira Formação e encontro em Vila Fernando

Salão Pastoral – junto à Igreja

Outubro

ATIVIDADE DIOCESANA

29 Outubro 2011, Sábado

Dia Diocesano do Catequista – atividade que concentra todos os catequistas da Diocese. (das 09h30m às 17h00m)

Centro Apostólico D. João de Oliveira Matos - Guarda

Novembro

12 Novembro 2011, Sábado

14h00m – Segunda Formação e encontro em Vila Garcia

Salão da freguesia – junto à Igreja

Dezembro

10 Dezembro 2011, Sábado

14h00m – Terceira Formação e encontro no Rochoso

Colégio do Rochoso – Sala da entrada principal

Janeiro

14 Janeiro 2012, Sábado

14h00m – Terceira Formação e encontro na Cerdeira do Côa

Colégio da Cerdeira

Fevereiro

11 Fevereiro 2012, Sábado

14h00m – Quarta Formação e encontro em Casal de Cinza

Casa Paroquial – junto à Igreja

Março

10 Março 2012, Sábado

14h00m – Quinta Formação e encontro na Castanheira

Lugar a designar

Março

ATIVIDADE DIOCESANA

17 Março 2012, Sábado

Retiro Diocesano de Catequistas – atividade que concentra todos os catequistas da Diocese. (das 09h30m às 17h00m)

Centro Apostólico D. João de Oliveira Matos – Guarda

Abril

14 Abril 2012, Sábado

14h00m – Sexta Formação e encontro em Adão

Salão da Junta de Freguesia

Abril

ATIVIDADE DIOCESANA

28 Abril 2012, Sábado

Pedagogia dos novos catecismos (Zona Centro – Rochoso) - atividade que concentra todos os catequistas dos Arciprestados da Guarda, Sabugal, Belmonte-Manteigas e Rochoso.

Salão Paroquial do Rochoso

Maio

12 Maio 2012, Sábado

14h00m – Sétima Formação e encontro

Lugar e local a designar

Junho

Dia Arciprestal da catequese

Dia e lugar a designar

NOTAS:

1. Com o avanço neste calendário, vai-se dialogando acerca das necessidades dos catequistas e da catequese, definindo os assuntos das formações e encontros.

2. Verificando-se uma participação massiva dos catequista do Arciprestado nas três atividades diocesanas propostas pelo Departamento da Catequese da Infância e Adolescência, as formações arciprestais podem ser suspensas. (algo que se irá verificar com o decorrer do calendário)

3. Os catequistas deverão começar a pensar como deverão ser os moldes do Dia Arciprestal da Catequese, fazendo uma análise sobre os realizados nos passados anos e sobre o que se pode querer fazer no futuro.