Paróquias
Adão, Ade, Albardo, Amoreira, Cabreira, Casal de Cinza, Castanheira, Cerdeira do Côa, Marmeleiro, Mesquitela, Miuzela, Monte Margarida, Monteperobolso, Parada, Porto de Ovelha, Pousade, Rochoso, Seixo do Côa, Valongo do Côa, Vila Fernando e Vila Garcia

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

Seminário da Guarda promove «Laço de Oração»

O Seminário da Guarda está a promover uma campanha denominada «Laço de Oração», que consiste na venda de um terço alusivo à instituição, para que seja utilizado pelos fiéis da Diocese, nas suas orações.

A iniciativa que irá desenrolar-se ao longo do Ano Pastoral em curso, envolve a distribuição de um terço personalizado, com contas azuis com tonalidade branca, com referências ao Seminário, uma fotografia da fachada do edifício e uma imagem da Imaculada Conceição, que se venera na Capela do Seminário.

“Os seminaristas em coordenação com a equipa formadora, tomaram a iniciativa de criar um laço de oração em toda a Diocese da Guarda. Pensámos em diversas formas de o fazer e chegou-se à conclusão que a forma mais simples, e que chegaria melhor a todas as pessoas da Diocese, dos mais cultos aos mais simples, passaria pela recitação do terço”, contou ao Jornal A Guarda o seminarista Eduardo Mendes, 29 amos, aluno do 4.º ano de Teologia.

O seminarista referiu que o terço custa 4 euros e é vendido numa caixa apropriada, que também apresenta “a fotografia da fachada do Seminário e a imagem da Imaculada Conceição”.

O terço está a ser distribuído em vários pontos da Diocese e, segundo Eduardo Mendes, os alunos do Seminário já se deslocaram “a 5 Arciprestados e estamos a pensar, ao longo do Ano Pastoral, chegar a todos os Arciprestados, porque o nosso objectivo é levar as pessoas a rezarem por nós, porque às vezes o Seminário passa um pouco esquecido nas nossas comunidades”.

“É nosso objectivo estender este laço a toda a Diocese” para que os seus habitantes “se lembrem do Seminário e de nós”, disse o aluno, indicando que “em contrapartida, nós também rezamos, todos os dias, por todos aqueles que se quiserem unir neste laço de oração”. “É uma oração simples, mas pensamos que irá surtir efeito”, disse o jovem seminarista.

Eduardo Mendes também referiu que o terço da campanha “Laço de Oração” pode ser adquirido nas Paróquias onde estiver a ser feita a campanha de promoção da iniciativa, na portaria do Seminário e directamente junto dos seminaristas. “É um terço em vidro, de qualidade. O nosso objectivo não é ganhar dinheiro”, disse o seminarista, salientando que numa primeira fase foram feitas 1.500 unidades.

in Agência Ecclesia

Repensar juntos a Pastoral da Igreja em Portugal - à procura de uma nova maneira de agir –

Para melhor se pensar a vida da Igreja em Portugal, na nossa Diocese e no nosso Arciprestado, o bispo da Guarda - D. Manuel Felício, lançou um desafio à Diocese, em todas as comunidades para fazer a reflexão acerca do que é proposto pela Conferência Episcopal. O desafio foi lançado à algum tempo e vai ser agora assumido no nosso Arciprestado nas comunidades da Liga dos Servos de Jesus e no Conselho Pastoral arciprestal, marcado agora para o dia 5 de Março às 14h30m. Até lá, vamos pensando e deixando aqui os comentários ao desafios deixados.


Repensar juntos a Pastoral da Igreja em Portugal

- à procura de uma nova maneira de agir –

1. O Projecto

a) Ideia da Conferência Episcopal Portuguesa após a visita do Santo Padre Bento XVI;

b) Repensar a Igreja em Portugal, dando resposta ao mandato recebido de Jesus e às circunstâncias actuais;

c) Envolvência de todos os agentes pastorais; bispos, sacerdotes, religiosos/as, consagrados/as, catequistas, grupos corais, acólitos, responsáveis de Irmandades, Comissões Fabriqueiras, Conselhos Pastorais, movimentos apostólicos existentes em cada comunidade, associações de fiéis, todos os fiéis leigos.

d) Aconteça um discernimento pastoral através da observação, análise e perscrutação dos sinais de Deus na realidade da vida da Sociedade e da Igreja, no tempo presente;

a. Tomar consciência do que realmente move a Igreja na acção pastoral (é a comunhão profunda com Cristo ou são outras intenções?);

b. Discernir os sinais de Deus na sociedade actual como apelos e luz que permitem à Igreja identificar o horizonte para o qual se deve orientar;

c. Com a ajuda de Deus, discernir os novos caminhos ou as possibilidades inovadoras com vista à sua missão pastoral.

2. Caminhos para o discernimento pastoral

a) Identificar os traços da situação actual, no mundo, na Europa e em Portugal, que pedem à Igreja reajustamentos na sua vida e programas de acção;

b) Centralidade da acção em três dimensões da vida da Igreja, de modo a aprofundar a sua fidelidade ao Evangelho e às necessidades do nosso tempo:

a. A experiência da formação cristã;

b. A aposta na nova evangelização ou, simplesmente, na evangelização como experiência inerente ao ser discípulo de Cristo;

c. A reorganização das comunidades cristãs, que passa pela descoberta de novas formas de exercício do Ministério Sacerdotal, em corajosa articulação com a diversidade de outros ministérios eclesiais.

3. Para o exercício do discernimento pastoral são principalmente colocadas duas questões:

a. Igreja em Portugal, que vês na noite da sociedade em que vives (cfr Is 21,11)? Quais são os sinais de Deus e os desafios para a tua missão? O que é que verdadeiramente precisam as pessoas de hoje, a nível espiritual e humano, e que tu podes oferecer?

b. Igreja em Portugal, que indicações ou rumores do espírito encontras hoje em ti (experiências, carismas, dinamismos existentes) a apontar-te o estilo de vida cristã e a “nova maneira de ser Igreja” adequada aos tempos de hoje? Que caminhos pastorais te assinalam os sinais e os dons do Espírito para viveres e testemunhares o Evangelho de Cristo?

Todos os fiéis são convidados a participar neste discernimento pastoral, através das paróquias e outras instituições cristãs a que se encontram ligados. Especial empenho se está a pedir aos Conselhos Presbiteral e Pastoral Diocesano, assim como aos Conselhos Pastorais Paroquiais ou Interparoquiais e às equipas de cooperadores pastorais lideradas pelo mesmo Pároco, mesmo que com membros vindos de distintas paróquias.

Uma oração especial se pede para que este desígnio chegue a bom termo, mas principalmente tenha a máxima participação de todos os fiéis, cumprindo, assim, o princípio geral de que aquilo que é do interesse de todos deve ser decidido com a colaboração de todos.

domingo, fevereiro 13, 2011

Peregrinação a Itália


Peregrinação Arciprestal a Roma, Assis, Florença, Veneza e Milão. Quem estiver interessado deve contactar os párocos do Arciprestado, eles disponibilizarão mais informação. De 15 a 21 de Julho.

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

D. Manuel Felício reage às novas regras de financiamento para o sector privado

Guarda, 10 Fev (Ecclesia) – D. Manuel Felício, bispo da Guarda, afirmou que é necessário garantir a liberdade de ensino em Portugal, aludindo a um discurso “falso” dos que dizem que “o ensino público é gratuito para todos”.

“De facto não é gratuito, porque pago por todos nós os contribuintes, e só será para todos na medida em que se fecharem portas à possibilidade de escolher”, aponta.

Em nota publicada no jornal «A Guarda» e enviada hoje à Agência ECCLESIA, o prelado afirma que têm sido colocados “obstáculos” a quem procura dados para definir a “comparação de gastos” entre os modelos de ensino privado e estatal.

D. Manuel Felício questiona se é “legítimo procurar resolver o problema dos professores e da pesada máquina administrativa do Estado à custa dos alunos”, acusando o Governo de ser “fundamentalista e centralizador em matérias de ensino e de educação”.

Este responsável reagia à publicação de estudo pedido pelo Ministério à Universidade de Coimbra, com uma proposta de número de turmas para as escolas particulares e cooperativas com contrato de associação a partir do ano lectivo de 2011-2012.

Entre os estabelecimentos elencados no estudo está o colégio de Nossa Senhora dos Remédios de Tortosendo, que é frequentado também pelos alunos do seminário menor do Fundão.

Para o bispo da Guarda, a “questão fundamental” é determinar “quem tem direito a escolher a escola para os alunos: os seus pais e encarregados de educação ou o Estado?”

“O Estado é a «pessoa» menos indicada para elaborar e propor projectos educativos, porque se diz laico e neutro, consequentemente sem competência para definir valores e portanto com tendência lógica para nivelar por baixo, no que diz respeito às propostas educativas”, escreve o prelado.

D. Manuel Felício defende que é à sociedade civil que compete “criar projectos educativos de excelência” e que “ao Estado pertence principalmente a vigilância e avaliação técnica”.

“Nós os defensores da liberdade de ensino em Portugal queremos dizer-lhes que este ensino de elite (diga-se de excelência) tem de ser oferecido a todos, sem discriminação e, por isso, defendemos os contratos de associação, enquanto não forem encontradas medidas mais equitativas e justas”, conclui.

Em Portugal, a relação entre Governo e sector privado, na educação, tem estado em destaque por causa do novo quadro legislativo que, desde finais de 2010, regula o apoio do Estado aos estabelecimentos do ensino particular e cooperativo, permitindo a alteração das regras de financiamento e a renegociação dos contratos celebrados entre o Ministério da Educação e diversas escolas deste sector.

terça-feira, fevereiro 01, 2011

Manual de instruções para ser cristão na era do Facebook

ROMA, terça-feira, 1º de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) - Verdade e autenticidade são o programa e o manual de instruções que Bento XVI oferece aos cristãos presentes na internet e nas redes sociais, explica Guillaume Anselin, especialista em comunicação de marcas e instituições.

Nesta entrevista, Anselin, que já trabalhou em cargos executivos de alguns dos mais importantes grupos de mídia, como McCann Erickson, Ogilvy e Publicis, comenta com ZENIT a mensagem que o Papa enviou por ocasião do Dia Mundial das Comunicações Sociais.

ZENIT: "As novas tecnologias não mudam apenas a maneira de se comunicar, mas a própria comunicação", diz Bento XVI. Estamos diante de uma pós-cultura?

Guillaume Anselin: O Santo Padre assinalou que "criou uma nova forma de aprender e de pensar, bem como novas oportunidades para estabelecer relações e criar laços de comunhão". Isto não só se refere ao canal internet, mas a uma nova "era digital", sinal de uma nova cultura em que já entramos.

A era digital é uma sociedade de "tudo-comunicação", permanentemente conectada, que redefine a relação individual com o mundo, com os outros e a maneira de consumir ou produzir informação. Nesta era "digital", a informação circula principalmente através de "círculos sociais", com o risco de dar mais crédito ao que está mais estendido ("popularizado" pelos "amigos" reais ou virtuais) que às fontes oficiais. O perigo é, obviamente, uma visão distorcida da realidade.

Implica também a abolição das fronteiras e distâncias, uma cultura da imagem ao invés da escrita, uma sociedade "de conversação", na qual o conteúdo é o próprio objeto da conversa em grande escala.

É um fenômeno cultural inédito e recente: social, midiático, de informação imediata, que não deixa tempo para respirar, com suas comunidades de interesse e cerca de dois bilhões de pessoas online em todo o mundo. Basta lembrar que, há seis anos, Facebook, YouTube, Twitter, tão presentes em nossa vida diária, não existiam.

No caso de países de cultura midiática intensa, podemos falar efetivamente de pós-cultura, no sentido de uma mudança em direção a uma "sociedade digital".

ZENIT: "Os jovens estão experimentando essa mudança na comunicação com todas as aspirações, as contradições e a criatividade daqueles que se abrem com entusiasmo e curiosidade às novas experiências de vida", explica o Papa. Quais são os riscos e desafios disso?

Guillaume Anselin: A era digital implica, obviamente, em um salto geracional. A televisão dos nossos pais já não é a de hoje. Com o advento do "tudo multimídia", há uma forte migração do público jovem para o mundo digital (internet, celular etc.). Amanhã haverá gerações inteiras que terão conhecido desde sempre o Facebook como o principal canal de proximidade para informar-se, falar ou encontrar-se.

A internet exerce um fascínio: nela temos um meio pessoal no qual eu posso construir a identidade que eu quiser, conter-me com os outros, estar "conectado" e falar sobre o que eu quiser e com quem eu quiser. Um lugar no qual eu posso criar algo, mergulhar em universos pré-existentes, jogar, ouvir música, ver vídeos, ler...

A internet é vista como o "último mundo livre", democrático, pois permite a expressão de qualquer opinião minoritária, sem obrigações nem consequências... e em aparente segurança para quem a utiliza.

O perigo, como explica o Papa, é o a coexistência de duas identidades, uma digital (um avatar de si próprio) e outra real, assim como duas vidas paralelas: uma real e contingente e outra virtual e fácil, apesar de ser também muito real, pois ocupa uma parte importante da minha vida.

O desafio é a construção da pessoa, sua unidade de vida, e a formação da consciência, graças a uma utilização equilibrada da internet no que ela tem de melhor: um maravilhoso instrumento prático e lúdico, quando sabemos utilizá-lo. Pois encontrar uma informação na internet não significa sempre encontrar uma solução.

ZENIT: "Existe um estilo cristão de presença também no mundo digital", afirma o Papa, convidando o cristão a "dar testemunho coerente" do Evangelho na era digital. Como responder a este convite do Papa?

Guillaume Anselin: O Papa nos oferece um programa e um manual de instruções muito claro: a verdade e a autenticidade. Em questão de estratégia de comunicação, não poderia fazer uma proposta melhor! É um incentivo a comprometer-se sem ter medo e com lucidez. Podemos ficar com três aspectos importantes para o comunicador cristão:

1. Em primeiro lugar, a verdade antes de tudo, pois, em matéria de fé, nós, nós, cristãos, não temos nada melhor a oferecer em resposta a essa sede inscrita no coração dos homens. Em uma época cada vez mais saturada de informação, isso quer dizer estar presente e dar razões: fontes fiáveis da doutrina (visíveis, com uma linguagem acessível) e testemunhar com simplicidade aquilo em que cremos e a maneira como o vivemos, com os meios à nossa disposição (a informação, a narração, os vídeos, fóruns, blogs etc.).

Implica também em restabelecer um equilíbrio no ecossistema digital e dar aos jovens dois elementos essenciais: o direito de saber e de escolher. Ser cooperatores Veritatis (colaboradores da Verdade, slogan de Bento XVI, N. da R.) para anunciar o Evangelho e favorecer um encontro pessoal com Jesus, que é o Caminho, a Verdade e a Vida.

Em outras palavras: não estar decididamente presente no continente digital é uma contraverdade. É um dever de justiça e um serviço à caridade em um mundo em aceleração, no qual frequentemente se procura apagar a dimensão espiritual e o valor da mensagem cristã.

2. Para conseguir isso, o Santo Padre nos oferece o manual de instruções: é preciso ser autêntico (...), com coerência, constância, para entrar em diálogo com o Outro. Ser o que somos, sem ceder no fundamental, com uma escuta ativa, para ser tudo para todos.

Como Bento XVI nos disse várias vezes, o estilo cristão não procura agradar, correndo o risco de desvirtuar aquilo que recebemos. Nossa comunicação é afirmação alegre, positiva... e delicada. É também coerente e social, pois se integra nas culturas da nossa época. É evangelização, para tocar os corações e as inteligências. É unidade, para apoiar todas as realidades pastorais e eclesiais.

Mas o Santo Padre nos alerta também sobre a tentação do "tudo digital", pois as tecnologias devem permitir a aproximação de uma prática de fé, vivida em nossas comunidades cristãs, na Igreja.

3. A verdade, por último, merece uma nova atitude. Por este motivo, Bento XVI conclui convidando-nos a uma "criatividade responsável" e a um sentido de "escrupuloso profissionalismo". São necessárias habilidades particulares, pois a internet exige hoje uma atitude totalmente profissional e meios adequados. Temos de construir as catedrais do saber, os átrios e as ágoras do continente digital... formados por avenidas e praças, mas também por cantos nos quais as pessoas se perdem.

ZENIT: "Manter vivas a questões eternas sobre o homem." Como diz Bento XVI, a busca de sentido e respostas sobre a fé e a vida é intensa entre os nossos contemporâneos. O que o continente digital oferece, neste sentido?

Guillaume Anselin: A oferta é diversificada, mas também altamente fragmentada. Muitas iniciativas têm dificuldade em encontrar o seu público devido à falta de recursos, à oferta editorial, ou porque é difícil ir além dos públicos tradicionais. Para entrar em um site católico, é preciso sê-lo, pelo menos um pouco...

A força dos grandes projetos na internet é sua dimensão claramente multimedial e uma inteligência conectiva, a partir de uma necessidade claramente identificada. No campo da fé, faltam iniciativas nas quais, muito além de publicar notícias de atualidade, sejam oferecidas respostas simples nos formatos mais variados às questões levantadas pelas pessoas sobre a fé, a vida e a sociedade.

Temos de responder a esta questão eterna do homem, do seu anseio de transcendência, com projetos grandes, interativos, que transmitam o que recebemos.

É preciso responder ao "porquê" e ao "como" com criatividade, modernidade e apoiar o trabalho pastoral das pessoas, como sacerdotes, educadores, religiosos, catequistas e todos aqueles que no mundo investem suas energias na produção de blogs e sites.

No fundo, não é nada novo: assim como os cristãos se comprometeram, há tempos, a favor do progresso das sociedades em nossas cidades e campos, da mesma forma, o continente digital espera também nossa presença visível, serena, à altura dos desafios desta "sociedade digital".