Terça-feira, Abril 12, 2011

Portugal: Renascimento social depende do espiritual e moral

FÁTIMA, segunda-feira, 11 de abril de 2011 (ZENIT.org) - O bispo de Leiria-Fátima, Dom António Marto, considera que o renascimento social necessário para Portugal hoje depende do renascimento espiritual e moral.

O prelado presidiu nesse final de semana à peregrinação da Igreja local ao Santuário de Fátima, “coração espiritual da diocese”.

Segundo informa a Sala de Imprensa do Santuário, em sua homilia, aludindo à crise que se vive em Portugal, e com base na Liturgia da Palavra do domingo, Dom António Marto apelou a uma nova cultura política.

“O Senhor diz-nos hoje esta palavra como a disse a Lázaro, neste momento de crise gravíssima que Portugal está a atravessar. Lázaro vive e vem a mim!”

“Estamos convencidos de que não haverá um verdadeiro renascimento social sem um renascimento espiritual e moral de todos nós e da nossa sociedade. Sabeis porquê? Porque não se trata um tumor com uma aspira ou com um cosmético”, disse.

O prelado enfatizou a necessidade de uma mudança de critérios e de hábitos de vida.

“Desde logo levando uma vida mais sóbria, que renuncia a um consumismo supérfluo, das coisas supérfluas; uma vida de mais exigência e de mais rigor, que renuncia à ilusão do facilitismo, de que tudo é fácil; uma vida de mais responsabilidade pessoal e social, que renuncia a uma onda enganadora de irresponsabilidade que se propagou na nossa sociedade.”

Dom António Marto apelou também a uma nova realidade política no país. “Não haverá renascimento social sem uma nova cultura política, que assente nos valores da verdade, da honestidade - que afasta toda a corrupção, honestidade de consciência e de costumes - e da transparência que não esconde a verdade da situação ao seu povo”.

“Não haverá renascimento social sem uma nova cultura política que seja capaz de superar os particularismos dos interesses e dos jogos de poder e de privilégios partidários, e de superar a obsessão irracional e quase demencial de atribuir as culpas uns aos outros, o que nada adianta ao bem dos cidadãos sobretudo dos mais pobres, nem ajuda a construir um clima social e de confiança”, disse.

É preciso – prosseguiu o bispo – uma nova cultura política para encontrar “caminhos de diálogo, de colaboração e de consenso”; são precisos novos rumos “que nos permitam sair crise de emergência econômica e social em que caímos”.

Quarta-feira, Abril 06, 2011

Quando Orar não é fácil


Entrevista com o Pe. Ignacio Larrañaga


MADRID, terça-feira, 5 de abril de 2011 (ZENIT.org) - O Pe. Ignacio Larrañaga iniciou, em 1974, o apostolado do "Encontro de experiência de Deus", que levou a 33 países e 3 continentes, ao longo de mais de 30 anos. Em 1984, fundou a "Oficina de oração e vida", serviço eclesial aprovado pela Santa Sé e estendido por mais de 40 países.

Agora, ele publicou "Dios adentro" (Libros libres), um manual para aprender a orar. Com um estilo próximo e acessível, Larrañaga mergulha na arte da oração de forma prática: através de suas páginas, o leitor caminha, pouco a pouco, dos primeiros passos até a contemplação, vai superando seus problemas e inundando-se de paz. Com este livro, O Pe. Larrañaga quer oferecer uma ajuda eficaz para quem quer iniciar-se no trato com Deus.

ZENIT: Em "Dios adentro", o senhor fala da "fé adulta". Também na fé existe um processo de maturidade?

Pe. Larrañaga: Claro, o da superação de uma fé racional ou muito focada na busca da segurança; uma fé capaz de assumir todos os tipos de riscos e medos. É essa fé que permitiu a Abraão caminhar na presença do Senhor, que se torna a inspiração, o centro e o sentido da sua vida.

ZENIT: O senhor diz que o mais desconcertante para o homem é o silêncio de Deus. A oração é a melhor maneira de "sintonizar" com Ele?

Pe. Larrañaga: A oração é o caminho para estabelecer uma corrente afetiva com um Tu, de modo que duas presenças já conhecidas e amadas se tornam mutuamente presentes e se estabelece aquela corrente de dar e receber amor e ser amados no silêncio do coração, na fé, no amor.

É preciso recordar que a oração é um dom de Deus, o primeiro dom de Deus; mas é também uma arte, porque é a convergência entre a graça e a natureza. E, como a arte, está sujeita às normas de aprendizagem e outras leis psicológicas. Orar bem, por isso, exige método e disciplina.

Rezar um Pai-Nosso ou uma Salve Rainha é fácil. Mas quando se trata de concentrar as energias mentais em um Tu, no silêncio do coração, na fé, no amor... orar não é fácil. Você tem que acalmar os nervos, soltar a tensão, silenciar os clamores interiores e, na última solidão do ser, acolher o mistério do infinito de Deus e... adorar! Isso não é fácil.

ZENIT: "Aquele que se sente amado por Deus não conhece o medo", diz "Dios adentro". Em nossa sociedade cheia de medos, rezar liberta? Falar com Deus e experimentá-lo pode anular definitivamente os nossos temores?

Pe. Larrañaga: Viver em profundidade a presença amorosa e poderosa do Pai, experimentar sua ternura em toda a densidade, viver abandonado e cheio de confiança em suas mãos... tudo isso desterra inexoravelmente e para sempre os medos e temores do coração. E em seu lugar chega a paz.

Mas, para rezar, é preciso perseverar na paciência, na fé pura e desnuda. Permanecer sozinho, com atenção amorosa e calma em Deus, em serenidade e quietude. E Deus fará o resto.

Terça-feira, Abril 05, 2011

Sábado, Abril 02, 2011

Rezando e Lembrando o Pe Tó Maria

Próximo Sábado, 09 Abril,
às 11 horas, na Igreja Paroquial do Rochoso - sede do Arciprestado,
será celebrada missa pela alma do Pe Tó Maria,
rezando pela sua alma e lembrando o sacerdote e amigo
que serviu o Arciprestado do Rochoso
e quase a totalidade das suas comunidades ao longo de 15 anos.

Faleceu o Pe Tó Maria

O "bem-disposto", amado e crente Pe Tó Maria Partiu para a casa do Pai no dia 1 de Abril de 2011. Nasceu a 2 de Maio de 1960. Frequentou os Seminários do Fundão e Guarda e foi ordenado sacerdote a 15 de Outubro de 1985. A todos os habitantes deste Arciprestado deixa saudades, pois esteve presente em momento importantes na vida das pessoas destas comunidades do Arciprestado do Rochoso, enquanto Pároco, Arcipreste e Amigo. Fica a saudade a nossa oração fraterna. A Celebração das suas Exéquias está marcada paras as 17h de Domingo, dia 3 de Abril, na Igreja Paroquial de S. Miguel, Guarda-Gare, seguindo o seu corpo para o cemitério da localidade.

COMUNICADO DA DIOCESE DA GUARDA
A Diocese da Guarda e o seu Bispo cumprem o doloroso dever de comunicar o falecimento do Reverendo Padre António Maria Nunes Branco Prado.
A surpresa do acontecido é tanto maior quanto, na véspera do acidente que o levou à morte, o Padre António Maria participou com os colegas de arciprestado num trabalho pastoral conjunto que se prolongou até à refeição do jantar.
Ontem, dia 31 de Março, pelas 20H30, foi transportado, em estado de coma, de Pinhel para o Hospital Distrital da Guarda e de imediato transferido, de helicóptero, para os Hospitais da Universidade de Coimbra.
Acabamos de receber a triste notícia do seu falecimento, quando são 17H00 do dia 1 de Abril.
Neste momento de luto e dor para a Diocese, para o nosso Presbitério e em particular para os seus familiares, cumpre-nos reconhecer os relevantes serviços prestados à Igreja e à Sociedade pelo Padre António Maria. Exerceu o seu Ministério Sacerdotal na Guarda, no Fundão, no Rochoso e recentemente como Pároco de Pinhel.
Era uma figura socialmente muito considerada não só pelo seu desempenho como Sacerdote no interior da vida da Igreja, mas também pelos relevantes serviços prestados à sociedade, sobretudo através dos Bombeiros Voluntários, dos quais era Assistente Eclesiástico Distrital.
Deixa muitos amigos, em vários quadrantes da vida social, pois era uma pessoa de muitas relações e com quem dava gosto conviver.
À sua Família, às Paróquias que serviu, ao Presbitério Diocesano da Guarda e aos muitos amigos que nesta hora choram a sua inesperada partida deixamos as nossas condolências, enquanto o encomenda-mos, nesta hora de profunda dor, à Misericórdia Divina.

Guarda e Paço Episcopal, 1 de Abril de 2011

+Manuel R. Felício, Bispo da Guarda