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sexta-feira, junho 08, 2012

Mensagem de D. António Moiteiro Ramos à Arquidiocese de Braga

«É preciso que Jesus reine»

O anúncio do Reino de Deus constitui o núcleo central da pregação de Jesus e a razão de ser de toda a sua vida: «O Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e acreditai no Evangelho» (Mc 1, 15).
Jesus fez este anúncio com as suas palavras, mas foi com as suas obras que o deu a conhecer aos homens e mulheres do seu tempo: sentava-Se à mesa com os pobres e pecadores, curava os doentes e procurava os abandonados e perdidos.
Hoje, a missão da Igreja não deve ser outra que a de proclamar o amor gratuito de Deus, a conversão ao Evangelho, o dom do Espírito, o Batismo para o perdão dos pecados e de formar comunidades cristãs onde a fraternidade tenha o primeiro lugar. Esta é a dimensão mais importante da vida cristã: a relação pessoal com Jesus Cristo, ou seja, a fé que nos leva a descobrir ser a Pessoa de Jesus de Nazaré, o Filho único do Pai cheio de graça e de verdade, que sofreu e morreu por nós, e ressuscitado vive connosco para sempre.
Por isso, para cada um de nós, evangelizar consiste em «levar a Boa Nova a todas as parcelas da humanidade e, pelo seu influxo, transformá-las a partir de dentro e tornar nova a própria humanidade» (EN 18).
Os documentos do Concílio Vaticano II, o grande catecismo dos tempos modernos (CT 2), continuam a ser, passados estes cinquenta anos do seu início, a fonte de renovação da Igreja.
Nesta corrente de mudança e de atenção aos sinais dos tempos quero inserir-me no meio de vós. Convosco desejo construir comunidades cristãs onde todos os batizados possuam uma fé, fruto de uma opção pessoal, uma fé, onde não haja divórcio entre o que se acredita e o modo como se vive, uma fé feita comunhão frente ao individualismo e, sobretudo, uma fé presente no coração do mundo, isto é, na família e no trabalho, na política e no compromisso pela transformação da sociedade.
No momento em que se torna pública a minha nomeação para bispo auxiliar da Arquidiocese de Braga, agradeço a Sua Santidade, o Papa Bento XVI, a confiança em mim depositada. Também eu me sinto um humilde trabalhador na vinha do Senhor.
Saúdo o Senhor Arcebispo Primaz, D. Jorge Ortiga, de quem sou colaborador na Igreja de Braga, o Bispo Auxiliar D. Manuel Linda, sem esquecer o Senhor Arcebispo Emérito D. Eurico Dias Nogueira. Desejo saudar todos e cada um de vós que trabalhais na construção do Reino de Deus na Arquidiocese de Braga, de modo particular, os sacerdotes e diáconos, os religiosos e os leigos que se dedicam à obra da evangelização, pedindo-vos me ajudeis a ser quanto Deus quer de mim, na certeza da realização do meu lema episcopal «É preciso que Jesus reine» (1 Cor 15, 25).
Invoco, ainda, a proteção de Santa Maria Maior de Braga, ou da Guarda, a Senhora do Sameiro.
D. António Manuel Moiteiro Ramos,
Bispo-Eleito auxiliar de Braga

Novo Bispo Auxiliar de Braga é António Moiteiro Ramos da Diocese da Guarda


Mensagem ao Presbitério da Diocese da Guarda
No dia da nomeação de D. António Manuel Moiteiro Ramos para Bispo  Auxiliar de Braga


E Deus resolveu passar, mais uma vez, pelo nosso Presbitério!
Agora para  chamar um de nós, o Rev.do Padre António Manuel Moiteiro Ramos, para o Ministério Episcopal, que vai exercer como Bispo Auxiliar de Braga e titular da sede de Cabarsussi.
Demos abundantes graças ao Senhor que olhou para o nosso Presbitério e decidiu chamar um dos nossos para o exercício deste importante serviço na vida da Igreja.
Todos sabemos que ao Rev.do Padre António Manuel Moi­teiro Ramos não faltam qualidades para o exercício deste importante múnus, também elas dom do Espírito Santo. Conhecemos o seu amor à Igreja, a sua entrega sem reservas às causas do Reino de Deus, pelos serviços prestados ao lon­go dos seus 30 anos de Padre, na nossa Diocese,  quer como responsável pela formação e pela catequese, quer como orientador espiritual, nomeadamente ao serviço do Seminário, quer como pastor à frente de comunidades paroquiais, a última das quais a Sé e também S. Vicente, quer ainda pelo seu empenho na renovação da Liga dos Servos de Jesus e em particular na condução do processo de beatificação e canonização do Sr. D. João de Oliveira Matos. Também o Sr. D. João de Oliveira Matos, um dia, foi chamado a partir desta nossa Diocese para a Arquidiocese de Braga, acompanhando o Sr. D. Manuel Vieira de Matos e aí permaneceu durante cinco anos.
O último sacerdote do nosso Presbitério a ser chamado para o exercício do Ministério Episcopal foi o Sr. D. João Saraiva, eleito Bispo Auxiliar de Évora em Setembro de 1965. Foi Bispo do Funchal e depois Bispo de Coimbra até 1976. Esta última chamada aconteceu há quase 47 anos. Por sua vez, a última Ordenação Episcopal na nossa Catedral da Guarda foi a do Sr. D. João de Oliveira Matos, em Julho de 1923. Esperamos voltar à nossa Sé, em 12 de Agosto próximo, para viver mais uma Ordenação Episcopal, desta vez a do nosso D. António Manuel Moiteiro Ramos
Desejamos que esta passagem do Senhor pelo nosso Presbitério seja nova motivação para todos nós sacerdotes sermos mais sacerdotes, na fidelidade aprofundada à nossa vocação. Seja novo impulso ao nosso empenho pela promoção das vocações sacerdotais, na nossa Diocese, que tem invejável tradição em fazer despertar vocações para os seus seminários, mas também para os seminários de outras dioceses do país e para as Ordens Religiosas missionarias.
Desejamos, nesta hora, acompanhar D. António Manuel Moiteiro Ramos com a nossa persistente oração, a fim de que ele, para as novas responsabilidades episcopais, leve consigo o entusiasmo sacerdotal que lhe conhecemos e possa, agora na Arquidiocese de Braga, que saudamos na pessoa do seu Arcebispo D. Jorge da Costa Ferreira Ortiga, ser o “Bispo servidor do Evangelho e da esperança no mundo” (JOÃO PAULO II – Exortação Apostólica pós-sinodal Pastores Gregis, 2003, n. 5).

Guarda e Paço Episcopal, 08. 06. 2012

+Manuel R. Felício, Bispo da Guarda