Paróquias
Adão, Ade, Albardo, Amoreira, Cabreira, Casal de Cinza, Castanheira, Cerdeira do Côa, Marmeleiro, Mesquitela, Miuzela, Monte Margarida, Monteperobolso, Parada, Porto de Ovelha, Pousade, Rochoso, Seixo do Côa, Valongo do Côa, Vila Fernando e Vila Garcia

sábado, julho 21, 2012

"Vinde comigo e descansai um pouco" (Cf. Mc 6, 30-34) XVI Domingo do Tempo Comum - B

No passado domingo Jesus enviava os discípulos. Hoje, o evangelista Marcos, dá-nos conta do seu regresso. Os discípulos vêem contar a Jesus o que tinham feito e ensinado. Mas a multidão impedia até que houvesse tempo para comer! É então que Jesus, conhecendo o seu cansaço, os convida: "Vinde comigo, para um lugar isolado e descansai um pouco". A multidão, porém, antecipa-se e corre para o lugar onde eles haviam de ir. O descanso a que Jesus chamara os discípulos torna-se impossível. O encontro a sós com o Mestre converte-se em banho de multidão que corre atrás deles. Como reagiria Jesus a esta mudança? E os discípulos? Se fossemos nós acharíamos de imediato legitimo o descanso, as férias... O evangelista que este ano acompanhamos de perto relata com detalhe a reacção de Jesus. Para Ele as pessoas nunca foram um incómodo. Olha para a multidão. Com olhos de VER. Aliás, sabe mesmo destacar cada um. Os de perto e os de longe. Os próximos e os afastados. Os que se julgam mais que os outros e os que tapam a cara pela vergonha. Até dá conta dos que ninguém quer saber. Depois, quase sem poder evitá-lo, "compadeceu-se de toda aquela gente". Não achou que fossem inoportunas, chatas ou inconvenientes. Porque o seu olhar é diferente. Para ele aquelas pessoas "eram como ovelhas sem pastor": pessoas sem ninguém para as orientar, sem profetas que lhes falassem de Deus. Jesus, então, "começou a ensinar-lhes muitas coisas". O tempo a que o Mestre tinha chamado os discípulos muda-se afinal num tempo para os outros, para lhes continuarem a dar atenção, e a falar de um alimento diferente, de novos pastos abundantes e mais verdes: a Sua Palavra. Essa sim capaz de reunir os que estão longe e os que andam perto. Um dia teremos todos de rever à luz de Jesus, nosso único e verdadeiro Pastor, sobre como olhámos e tratámos essas multidões que porventura deixam vago o seu lugar nas nossas igrejas, e que, por causa do nosso pobre testemunho, deixaram de querer ouvir a Sua voz... Quem sabe porque entre nós deixaram de ouvir falar do Evangelho, e mais ainda, deixaram de o ver em prática, e os nossos discursos soam a vazio e sem conteúdo, porque preferimos enchê-los de nós, do que de Deus. Porque o nosso olhar não revela a compaixão de Jesus... E dispersamos, e escorraçamos tantas e tantos sem sequer nos preocuparmos com o seu cuidado... Um dia o rosto da Igreja mudará. Começando já agora. Se aprendermos a agir com mais compaixão, se colocarmos em primeiro lugar as necessidades dos outros, os seus sofrimentos, e lutarmos por fazer da nossa justiça a de Deus. Porque "foi em Cristo" e é nele que nos podemos aproximar mais de Deus, pois "Ele é de facto a nossa paz". É Ele que tem força para mudar os nossos corações, e renovar todas e cada uma das nossas comunidades. A Ele vale a pena pedir que nos guie pelos caminhos mais direitos, que nos acompanhe com a Sua bondade e graça. Todos os dias da nossa vida. E faça neste tempo, seja em férias, seja a trabalhar, seja no final, a Eternidade que esperamos.

sábado, julho 14, 2012

Deus fala de paz ao seu povo e aos seus fiéis e a quantos de coração a Ele se convertem. (Salmo 84) XV Domingo do Tempo Comum – Ano B


Deus atua na humanidade através de nós próprios. Deus toca o coração daqueles que estão abertos à Sua graça e que, com simplicidade e confiança, aceitam o seu desafio de ir e proclamar. Todos temos em nós próprios, enquanto batizados, a missão de profetas. Mas aceitamos a missão e vivemo-la?
Amós, criticado pelo sacerdote de Betel pelas palavras proferidas ao Povo, palavras de arrependimento e conversão, abre o seu coração e, na simplicidade, revela a sua origem: «Eu não era profeta, nem filho de profeta. Era pastor de gado e cultivava sicómoros. Foi o Senhor que me tirou da guarda do rebanho e me disse: ‘Vai profetizar ao meu povo de Israel’». Nesta sua resposta às palavras de Amasias, Amós revela a sua confiança plena em Deus e a sua entrega total nas suas mãos. Não é a origem que conta, mas a forma como se aceita que Deus fale ao coração. O profeta sabe que a sua missão vem de Deus. Cada um de nós sabe-lo? Deixamos o coração aberto e à escuta do Senhor? Enquanto profetas fazemos a denúncia do mal e fazemos frutificar o ser Igreja? Quantas vezes não teremos já virado as costas a quem, com simplicidade e humildade ao querer fazer o melhor para nós, nos aponta os erros e as falhas e nos dá o horizonte da conversão? É difícil ouvir as verdades e deixar que as verdades transformem.
Deus escolhe cada homem e cada mulher, independentemente da sua condição de vida, para falar ao Seu Povo. É preciso deixar os comodismos e os bairrismos que, em vez de nos aproximar, afastam! A Palavra do Senhor é uma palavra de paz e de conversão, por isto é que o coração deve abrir os seus olhos e o seu espírito à receção e à transmissão da Palavra.
Mas também não basta ir pelo mundo. É preciso ir, mas ir e anunciar, testemunhar, denunciar e mudar a/as vida/as. Foi para que isto acontecesse que Jesus enviou os Apóstolos. Enviou-os dois a dois (como era tradição judaica de viajar aos pares) para que estes se sentissem implicados e enraizados na dinâmica de ouvir, fazer e responder positivamente aos apelos do Céu e, assim, os corações das terras e das casas onde entrassem, fossem transformados pela força da Palavra. Nós hoje, discípulos de Jesus, escutando o seu desafio de ir, respondemos? A nossa vida é transparência da vida libertadora de Jesus? Estamos abertos às novidades que nos vêm do Senhor?
“Bendito seja Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto dos Céus nos abençoou com toda a espécie de bênçãos espirituais em Cristo.”
 Pe Ângelo Martins

sábado, julho 07, 2012

“admirado com a falta de fé daquela gente” XIV Domingo do Tempo Comum - ano B

O comodismo através de um modo de estar facilitista na vida, segundo os desejos pessoais e tradicionalistas, acaba por fazer com que a Palavra renovadora do Evangelho não entre dentro dos corações e transforme a forma de ser e de viver dos cristãos. Não basta ouvir a Palavra, é preciso interioriza-la e vivê-la na vida concreta do dia-a-dia. Só assim acontece a renovação.
Desconfia-se de quem propõe o bem e algo novo e renovador para o espírito, mas não se desconfia de quem teima em que tudo seja como sempre foi, sem sequer ouvir a proposta de Jesus. Por isto é que o Filho de Deus ficou “admirado com a falta de fé daquela gente”. Ouviam mas desconfiavam, só porque a humanidade de Jesus o ligava a um Carpinteiro e a uma mulher, Maria, simples e humilde. Será que o profetismo não pode vir de qualquer um? Serão precisos cursos e graduações para se ser profeta/boca de Deus? Todos os cristãos, temos a missão de profetas desde o dia do nosso batismo! Mas a maior parte de nós consegue e é a “boca” que indica o caminho para Deus?
O profeta é aquele que aponta o horizonte de Deus e que denúncia o que está mal e que tem de ser corrigido na vida da humanidade. O profeta não é aquele que implica com tudo e com nada para seu belo prazer, mas é o que é escolhido por Deus para sê-lo. Quantas vezes não atiramos fora a oportunidade de ouvir o chamamento do Senhor e pô-lo em prática. Valerá a pena ouvir a palavra e, de seguida, revoltarmo-nos contra o próximo só porque há alguma coisa que aconteceu e, pessoalmente, não gostamos? Penso que o Senhor Jesus ficaria hoje muito admirado ainda com a falta de fé de muitas comunidades que têm o título de cristãs, mas que na sua essência não o conseguem ser. Talvez porque não assumiu a missão profética?
O Senhor escolhe qualquer um de nós para transmitir a Sua Palavra. Só com a Palavra ouvida e meditada é que conseguimos passa-la para a vida. Na Sua terra, Jesus, acabou por não fazer nenhum milagre, apenas curou alguns doentes através da imposição das mãos. Provavelmente os únicos que tinham uma abertura no seu coração à novidade trazida pelo Filho de Deus. Ouvindo e meditando esta passagem do Evangelho deste domingo, um dos desafios lançados aos nossos corações será: deixar o comodismo o facilitismo com que podemos encarar a vida e abraçar Jesus com fé, confiança e destemidamente. Isto sim é difícil: Acreditar! Ter fé! Confiar! Eu não quero, e penso que nenhum cristão quer, que Jesus fique admirado com a falta de fé que possa existir nas nossas vidas. O que eu quero, e penso que todos queremos, é acreditar mais, confiar mais e ser mais profetas. Para que isto aconteça, um segundo desafio: estar atento(s) a Palavra e vivê-la sem medo! O cristão anuncia e indica o caminho com fé e esperança!
 Pe Ângelo Martins

Peregrinação Diocesana a Fátima

sexta-feira, julho 06, 2012

Festas religiosas de Verão


Festas de Verão

29 Julho 2012, Domingo
Castanheira
Festa de Nossa Senhora da Conceição, Padroeira
Eucaristia – 11h00m, Pároco – Pe Ângelo Martins
Vila Garcia
Festa de S. Tiago Maior, Padroeiro
Eucaristia – 12h30m, Pároco – Pe Ângelo Martins
Valongo do Côa
Eucaristia – Pe José Lucas

05 Agosto 2012, Domingo
Porto Mourisco
Festa de Nossa Senhora da Luz, Padroeira
Eucaristia – 11h00m, Pároco – Pe Ângelo Martins
Vila Fernando
Festa de S. Francisco
Eucaristia – 12h30m, Pároco – Pe Ângelo Martins
Monte Margarida
Eucaristia – 11h00m, Pároco Pe António Coelho
Peroficós
Eucaristia – 12h30m, Pároco Pe António Coelho
Rochoso
Festa de S. Sebastião
Eucaristia – 12h15m, Pe Joaquim Dinis
Valongo do Côa
Eucaristia – Pe José Lucas

11 Agosto 2012, Sábado
Quinta de Baixo
Festa de Nossa Senhora da Saúde, Padroeira
Eucaristia – 16h30m, Pe Joaquim Dinis
Monteperobolso
Festa de Santa Bárbara
Eucaristia – 16h00m, Pároco – Pe Ângelo Martins
Jardo
Eucaristia – 11h30m, PárocoPe António Coelho

12 Agosto 2012, Domingo
Aldeia de Santa Madalena
Festa de Santa Maria Madalena, Padroeira
Eucaristia – 12h00m, Pároco – Pe Ângelo Martins
Carvalhal Meão
Festa de Nossa Senhora de Fátima
Eucaristia – 12h00m, Pe Joaquim Dinis
Parada
Eucaristia – 11h00m, PárocoPe António Coelho
Pousade
Eucaristia – 12h30m, PárocoPe António Coelho
Marmeleiro
Eucaristia – Pe Francisco Barbeira
Seixo do Côa
Eucaristia – Pe José Lucas

13 Agosto 2012, segunda-feira
Penedo da Sé
Eucaristia – 12h00m, PárocoPe António Coelho

15 Agosto 2012, Quarta-feira
Quinta de Cima
Festa do Imaculado Coração de Maria, Padroeira
Eucaristia – 11h00m, Pároco – Pe Ângelo Martins
Cerdeira do Côa
Festa de Nossa Senhora do Monte
Eucaristia – 14h30m, PárocoPe António Coelho

18 Agosto 2012, Sábado
Albardo
Festa do Menino Deus
Eucaristia – 11h00m, Pároco – Pe Ângelo Martins
Vila Mendo
Festa de Santo André, Padroeiro
Eucaristia – 11h00m, Pe Luís Campos
Quinta de Gonçalo Martins
Eucaristia – 12h00m, Pe Joaquim Dinis

19 Agosto 2012, Domingo
Albardo
Festa do Menino Deus
Eucaristia – 11h00m, Pároco – Pe Ângelo Martins
Rabaça
Festa de Nossa Senhora da Ajuda, Padroeira
Eucaristia – 12h15m, Pároco – Pe Ângelo Martins
Miuzela
Eucaristia, PárocoPe António Coelho

24 e 25 Agosto 2012, Sexta e Sábado
Adão
Festa de S. Bartolomeu
Eucaristias – 12h00m, Pároco – Pe Ângelo Martins

02 Setembro 2012, Domingo
Carpinteiro
Festa de Nossa Senhora do Bom Sucesso, Padroeira
Eucaristia – 12h15m, Pároco – Pe Ângelo Martins

quinta-feira, julho 05, 2012

Convocatória para o Conselho Pastoral Arciprestal


VIII CONSELHO PASTORAL ARCIPRESTAL

O Conselho Pastoral Arciprestal, na representação das 21 paróquias do arciprestado, da Liga dos Servos de Jesus e de membros diretamente designados pelo arcipreste, fica convocado para dia 14 de julho de 2012, sábado, às 14h30m, no Salão Paroquial do Rochoso.

Agenda:
1.       Análise das atividades do ano pastoral 2011/2012 (cada representante deve estar preparado para dar o seu parecer);
2.       Análise paroquial do estado pastoral, e social de cada comunidade (cada representante deve estar preparado para dar o seu parecer);
3.       Apresentação de proposta de calendário arciprestal de atividades para o ano pastoral 2012/2013
a.       As atividades apresentadas devem ter o parecer de cada representante paroquial;
b.      Todas as atividades propostas poderão ser alteradas removidas e acrescentar novas atividades, se assim se justificar;
c.       Propostas de atividades pastorais a serem realizadas em âmbito paroquial, inter-paroquial e a nível arciprestal (cada representante deve juntar-se com cristãos da sua comunidade e ouvir seus pareceres e opiniões):
4.       Apresentação do modelo da vigília de oração preparatória da Ordenação Episcopal o Pe António Manuel Moiteiro Ramos
a.       Esta vigília poderá ser feita a nível paroquial, inter-paroquial ou arciprestal (cada representante paroquial deve dar o seu parecer);
5.        Apresentação do calendário das festas religiosas para os meses de Julho e Agosto e análise pastoral do mesmo;
6.       Outros assuntos.

Durante os dias que antecedem a reunião do Conselho, os representantes de cada paróquia poderão estar junto de pessoas da sua paróquia e recolher dados e informações que sejam relevantes para pôr em comum no dia.
Nas minhas orações, peço ao Senhor que nos ilumine com o Seu Espírito de sabedoria, para continuarmos juntos a trilhar caminhos que nos levem a todos nós, e aos que fazem parte das nossas comunidades e da Igreja em geral, ao encontro do Senhor Vivo e Ressuscitado.

Vila Fernando, 04 de julho de 2012
Festa de Santa Isabel de Portugal

Pe Ângelo Miguel Nabais Martins, Arcipreste