Paróquias
Adão, Ade, Albardo, Amoreira, Cabreira, Casal de Cinza, Castanheira, Cerdeira do Côa, Marmeleiro, Mesquitela, Miuzela, Monte Margarida, Monteperobolso, Parada, Porto de Ovelha, Pousade, Rochoso, Seixo do Côa, Valongo do Côa, Vila Fernando e Vila Garcia

domingo, dezembro 23, 2012

"Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor" (cf Lc 1,39-47)




Oração para fazer em família e na comunidade para a quarta vela da Coroa do Advento,
podendo ser colocada a palavra ACOLHER
 


Senhor da boa vontade e do amor
vem sobre mim e derrama a força da Tua Palavra
e instaura o Teu Reino de Paz no meu coração!
Ensina-me a ser como Maria, Tua Mãe,
que soube acolher, esperar e caminhar em cada dia
segundo o desígnio da Tua vontade.
Quero, Senhor, abrir o meu coração à Tua Luz,
a fim de celebrar o Natal que se aproxima
com o sentimento do acolhimento de Maria.
Tu que és Deus com o Pai e reinas pelos séculos dos séculos.

sábado, dezembro 15, 2012

“Que devemos fazer?” (cf Lc 3,10-18) - III Domingo do Advento - Ano C



Nesta terceira etapa do Advento, a palavra de Deus coloca-nos diante da interrogação feita por três vezes a João Batista: Que devemos fazer? Esta pergunta nasce de entre os que o seguem e se sentem interpelados pelo que ele diz e faz. Por isso perguntam, e as respostas de João Batista são claras: sede sensíveis com as necessidades do próximo, não vos exploreis uns aos outros e não useis de violência de uns para com os outros.
Quase a entrar na novena que nos leva à celebração do nascimento de Jesus, esta interrogação surge para nos questionarmos sobre o que ainda precisamos de fazer para melhor preparar o Natal? Será que Jesus quer muitas luzes, prendas ou festas? Se o nosso coração não estiver verdadeiramente purificado, que prenda daremos ao Menino Jesus?
Neste que é o Domingo em que nós, Igreja, nos revestimos de cor de rosa, o apelo à conversão é forte e apelativo. O profeta Sofonias, no seu tempo, não só diz o que está mal na cidade de Jerusalém, como convida os seus habitantes a soltarem brados de alegria porque: “O Senhor está no meio de ti”. Por vezes podemos deixar-nos levar pela “conversa” dos outros que nos propõem o materialismo, as injustiças e as deturpações da realidade como sendo os verdadeiros deuses. Mesmo que nos deixemos levar alguma vez, o Senhor, nosso Deus, está sempre disposto a receber-nos com amor! Esta é a esperança e a alegria dada por Sofonias ao Povo de Jerusalém! Apesar de com facilidade podermos desistir de acreditar em Deus e viver segundo a Sua Palavra, Deus nunca desiste de nós.
“Que devemos fazer?” Que devemos fazer para preparar nos corações o nascimento de Jesus? Devemos converter-nos, sendo fiéis ao batismo recebido! Ser-se fiel é difícil, mas “das coisas fáceis não reza a história”. João Batista prega a conversão, mas não engana ninguém porque diz que alguém maior do que ele virá, e esse irá batizar com o Espírito Santo e com o fogo. Deixemos então que este anúncio ecoe nos nossos corações de batizados, para que o fogo do Espírito Santo entre em nós e nos aqueça. “Que devemos fazer?” Devemos converter, mudar, transformar e renovar o coração! “Seja de todos conhecida a vossa bondade.”
Pe Ângelo Martins


Oração para fazer em família e na comunidade para a terceira vela da Coroa do Advento
Senhor da alegria e da esperança
Converte o meu coração e ilumina a minha vida
com o Teu Espírito Santo,
mesmo quando eu me afasto de Ti.
Ensina-me a converter o coração num caminho de fé
de amor a Ti e ao próximo.
Faz com que o meu coração se deixe inebriar pela Tua alegria
e brote em mim a esperança de ser mais
bondoso, confiante e orante
Tu que és Deus com o Pai e reinas pelos séculos dos séculos.

sexta-feira, dezembro 14, 2012

Mensagem de Natal de D. Manuel Felício - 2012

"É Natal
E Deus fez-se o próximo mais próximo de nós"
Mais importante do que a vaca e o burrinho, que também expressam o encanto e mesmo o espanto da natureza diante do Mistério de Deus feito Homem, é o Menino Jesus no Presépio de Belém. E também o são Nossa Senhora e S. José que O acolhem e com Ele fazem a Sagrada família de Nazaré. Os pastores representam os mais pobres, os mais débeis da sociedade, que nem casa têm, mas com toda a prontidão correm para Belém e descobrem naquele Menino envolto em faixas, como qualquer outro, o Salvador do Mundo. Não podem guardar esta surpreendente alegria só para si, mas, com grande entusiasmo, vão pressurosos comunicá-la por toda a parte. Por sua vez, a indiferença da cidade perante este hóspede divino, para quem não houve lugar nas casas, faz-nos pensar na actual frieza do nosso mundo secularizado, que teima em virar as costas a tudo o que possa ser entendido como sinal de Deus.
Mas Deus continua igual a si mesmo, no quadro do Presépio de Belém. Não se impõe a ninguém; somente se propõe, sempre muito discreto e humilde, às pessoas que lhe abrem a porta da sua vida, como aconteceu àqueles humildes pastores.
Vamos viver mais um Natal mergulhados em profunda crise, que faz sofrer pessoas, famílias e mesmo comunidades.
Há pessoas e famílias que perderam o estatuto de vida social que tinham, porque lhes foram de repente retirados os recursos. Cresce o número dos que não têm os bens essenciais para sobreviver, como sejam a comida e o vestuário. O próprio acesso aos cuidados de saúde começa a estar em risco para crescente número de pessoas, que já deixam de comprar os remédios receitados por falta de dinheiro. Continua a haver empresas que atravessam sérias dificuldades para manterem os postos de trabalho que criaram. O desânimo está atingir grande número de pessoas que se vêem fora do acesso aos bens essenciais e também à margem da sociedade, porque sem emprego.
Felizmente que a solidariedade na partilha de bens essenciais com aqueles que não têm o necessário continua e reforçada.
Perante este quadro preocupante de dificuldades, sabemos que não podemos esperar do governo e da administração pública aquilo que nos foi prometido. Pelo contrário, temos a clara noção de que nos vão pedir cada vez mais sacrifícios para pagar dívidas que nós não contraímos, embora estejamos conscientes do princípio geral de que quem herda activos também tem de aceitar herdar os passivos.
Perante este quadro de restrições com tendência para aumentarem, como cristãos e comunidades cristãs não podemos cruzar os braços; antes, pelo contrário, pondo em prática a lição do Presépio, queremos estar perto de todos, a começar pelos mais necessitados. E há muitos que não precisam de pão para a boca e roupa para combater o frio, mas precisam do calor da nossa presença. Há gente a precisar do nosso tempo e da nossa proximidade para vencer situações de desânimo provocadas pelo desemprego, pela perda repentina do estatuto humano e social que tinham, ou simplesmente porque estão desorientadas e não sabem o que fazer.
Queremos fazer sentir a todos os que sofrem a nossa presença solidária, no espírito da caridade cristã, fortalecendo as redes de proximidade que já temos e criando outras onde for necessário. Esta queremos que seja a preocupação de todas as nossas paróquias, dos nossos centros paroquiais e misericórdias; de todas as instituições que temos voltadas para ajudar a resolver situações sociais mais preocupantes, como são a Caritas, as Conferências de S. Vicente de Paulo e outras. Queremos colaborar neste Natal, através da campanha nacional dos 10 milhões de estrelas, para fortalecer a proximidade com os que mais precisam, segundo o espírito da caridade cristã.
À Sociedade civil em geral queremos levar a mensagem natalícia de que as redes de proximidade e atendimento personalizado dos indivíduos e das famílias são o caminho para construir verdadeiro bem estar para todos. E sentimos que o próprio acto de governar tem de ser, antes de mais, isto mesmo: criar relações de proximidade com as pessoas, auscultá-las nos seus anseios, potencialidades e dificuldades para, depois, com o máximo consenso possível e a cooperação do maior número, tomar as decisões que o bem de todos impõe, definir caminhos e ajudar as pessoas a percorrê-los com entusiasmo, mesmo que seja preciso fazer alguns sacrifícios.

Um santo Natal, com a luz e esperança do Menino de Belém.


Guarda e Paço Episcopal, 13 de Dezembro de 2012

+Manuel R. Felício, Bispo da Guarda

domingo, dezembro 09, 2012

"preparai o caminho do Senhor" (cf Lc 3,1-6)



Oração para fazer em família e na comunidade para a primeira vela da Coroa do Advento, 
podendo ser colocada a palavra CAMINHAR


Senhor do amor e da esperança
Abençoa a minha vida, transforma o meu coração,
abre em mim os caminhos de paz e de justiça.
Ilumina a minha vida para preparar o meu coração para Ti,
Tornando-me mais puro, santo e irrepreensível.
Tendo as palavras de João Batista presentes no coração:
“Preparai o caminho do Senhor”,
Comprometo-me a ser mais ouvinte da Tua Palavra
e assim caminhar para celebração do Teu nascimento. 
Tu que és Deus com o Pai e reinas pelos séculos dos séculos.

terça-feira, dezembro 04, 2012

Missão para Nova Evangelização | celebração de encerramento

Dia 2 de Dezembro, as comunidades do Arciprestado do Rochoso, bem como outras comunidades que estão confiadas aos três párocos do arciprestado , mas que pertencem ao da Guarda e de Almeida, estiveram reunidas no Rochoso para marcar o encerramento da Missão para Nova Evangelização - Encontro com a Palavra e iniciar o Ano litúrgico de S. Lucas.
Foram mais de três centenas de pessoas que se reuniram, depois de duas semanas em que os missionários redentoristas: Padres Gomes Dias, Silvério e Acácio, passaram por todas as comunidades e motivaram à criação de um grupo bíblico de escuta e meditação da Palavra. No dia antes, eram já 42 os animadores de grupos bíblicos que se reuniram para o encontro final com os missionários.
Neste dia, à hora marcada o Sr. Bispo deu início à celebração, no Largo da Casa Paroquial, de onde todos seguiram em procissão para a Igreja Paroquial, liderados pela Palavra de Deus. Na homilia o bispo diocesano, D. Manuel Felício  referiu que "a fonte da vida é Jesus e a Palavra de Deus" ficando claro que "o tempo é oportunidade que Deus nos dá para nós, com Ele, criarmos uma sociedade nova". Refletindo a Palavra de Deus, o Prelado lança a interrogação "Como se espelha a justiça de Deus no meio de nós? A nossa vida é para ser vivida no amor de Deus e do próximo mas, como diz S. Paulo, temos que ir mais longe". A terminar a homilia, D. Manuel Felício diz que "no ano da fé, esta exige que nós, colaboradores de Deus, promovamos o Paraíso na terra. Este Paraíso é relação com Deus, na medida em que lhe abrirmos o nosso coração. A Fé é uma força que vem da nossa relação com Cristo." O Sr Bispo termina a celebração, dizendo a todos que "temos de caminhar ao ritmo do Evangelho".










sábado, dezembro 01, 2012

“Tende cuidado convosco,(…) vigiai e orai em todo o tempo” (cf Lc 21,25-28.34-36) - I Domingo do Advento - Ano C



Ao dar inicio ao novo ano litúrgico e ao tempo do Advento, todos nós, cristãos, somos desafios a permanecer numa permanente escuta da Palavra de Deus, para melhor prepararmos a celebração do nascimento de Jesus Cristo. Este tempo é uma oportunidade para meditarmos nas nossas vidas, no que somos, fazemos e dizemos, e questionar: sou verdadeiro discípulo do Salvador?
Diz-nos a Palavra de Deus deste primeiro Domingo do Advento que é preciso termos cuidado connosco próprios. De facto cada um só faz o que quer e acha ser o melhor para si mesmo, mas será isso o suficiente para viver na graça de Deus? Será que o que às vezes eu quero não vai no caminho contrário da vontade do Senhor Deus vivo e verdadeiro? Por causa disto é preciso meditar na Palavra e perceber que as promessas do Pai são sempre cumpridas: “farei germinar um rebento de justiça e de paz” (cf Jer 33,14-16). Este rebento é a libertação e salvação da vida aprisionada em zangas, ódios desavenças e intolerâncias. Este rebento é o anúncio de que a Palavra de Deus encarnada tem de ser escutada, meditada e vivida.
Abrir o coração à esperança e “vigiar e orar em todo o tempo”. Num momento da história da humanidade e do país, é preciso ouvir os arautos da esperança, que potenciam um futuro melhor. O primeiro arauto é a Palavra. Muitos são os que a ouvem e a põem em prática e encontram o caminho para viver a vida. Sim. É preciso viver a vida e não passar tempos e tempos a lamentá-la! Esta é mais uma esperança: vigiar e cuidar o que somos. O que somos, não o que temos. Jesus vem ao nosso encontro para nos apontar o caminho que nos leva ao Seu encontro.
Como fazer? Crescendo na caridade, confirmando os corações na santidade e progredindo ainda mais (cf 1 Tes 3,12–4,2). Nesta primeira etapa do Advento, preparemos o nosso coração com a oração. Dialoguemos com Deus. Peguemos na Palavra do Senhor e medite-mo-la no coração! 

Pe Ângelo Martins


Oração para fazer em família e na comunidade para a primeira vela da Coroa do Advento, 
podendo ser colocada a palavra  ORAÇÃO
 
Senhor, quero olhar mais profundamente a vida,
estar mais atento à Tua Palavra,
para saber a estrada por onde caminhar.
Ilumina o meu ser para estar mais atento e vigilante
à minha vida, à minha forma de ser, de falar e de viver!
Num gesto de confiança e esperança da Tua presença no meu coração,
comprometo-me a pensar mais
no que sou, no que faço e no que poderei fazer
para melhor caminhar na Tua Palavra
e assim preparar a celebração do Teu nascimento.
Tu que és Deus com o Pai e reinas pelos séculos dos séculos.