Paróquias
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sábado, janeiro 11, 2014

«Este é o meu Filho muito amado» (cf Mt 3,13-17)

O Batismo revela Jesus como Filho amado do Pai e revela-nos a nós como filhos amados do Pai. Sendo o Batismo uma revelação da filiação divina e da nossa filiação, transpareço-a/transparece-mo-la  no testemunho que dou/damos da fé? Não basta ser-se batizado, é preciso sê-lo e testemunhá-lo na vida.
O profeta Isaías lembra que o Senhor chama, toma pela mão e nos forma, enviando em missão, ou seja, Ele não nos cria e abandona, mas acompanha com a sua presença na nossa vida, no dia-a-dia. A sua presença é mais visível e real quanto maior for o meu esforço pessoal por fazer com que a minha forma de estar e de ser transforme a realidade que me envolve. Deus atua através de mim/através de nós. Enquanto batizado sou escolhido/eleito, mas sou digno da sua confiança?
Mas lembrar o meu/nosso batismo faz fazer a viagem até ao batismo de Jesus. Ele que quis ser batizado como todos os outros eram batizados por João Batista (o primo): "Deixa por agora". João Batista fazia uma pregação de conversão de vida, pois é preciso constantemente rever e emendar "pontas soltas" do nosso ser. Esta conversão pregada e assumida por João Batista era acompanhada por um rito de purificação na água, acontecendo assim o batismo. Jesus passa por este momento, não porque precisava de conversão nem de purificação, mas para mostrar a sua identificação com a nossa humanidade. Por isso se abrem os céus (une-se o céu à terra), desce a pomba (desce o Espírito Santo) e ouve-se a Voz do Pai ("Este é o Meu Filho muito amado").  Este é o nosso batismo hoje: conversão, pureza, união aos céus do Espírito e de filhos amados do Pai. Lembramo-nos de que ser batizados é ser Filhos de Deus? a vontade do meu/nosso Pai é importante para mim/nós?
Pedro lembra ainda no livro dos Atos dos Apóstolos que Deus não faz aceção de pessoas e que Jesus, o ungido passou fazendo o bem. Isto também me faz refletir: E eu? Faço distinção? Faço o bem como jesus fez o bem?

sábado, janeiro 04, 2014

«viram o Menino... e, caindo de joelhos, prostraram-se e adoraram-n’O» (cf Mt 2,1-12)


A alegria de Seguir a Luz de Deus está inscrita no coração de cada um, e a forma como se faz a procura e a descoberta da mesma Luz é diferente de pessoa para pessoa, deixando a mesma Luz marcas diferentes. O Senhor é o mesmo, mas as marcas são diferentes porque os corações e as circunstâncias de vida também são diferentes. 
Lembrar a Estrela que é a Guia dos Magos é lembrar o Menino que é achado por eles. Não se conhecem os sentimentos que lhes invadiram o espírito, mas que ao verem-n'O eles mudaram a sua forma de estar: "prostraram-se e adoraram-n'O". Qual é a minha/nossa reação de cada vez que me deixo guiar pela Estrela e encontro o Menino?
Jesus é a Salvação manifestada a todos os povos, culturas e nações. Não é só para uma pessoa e para um povo específicos, mas para toda a humanidade. Por isso mesmo é que eu/nós cristãos católicos devemos levar no nosso coração a luz d'Ele. Mas nos Magos que souberam estar atentos aos sinais, também eu/nós estamos atentos aos sinais, ou seja, os acontecimentos da vida são lidos à luz de Deus? Nos Magos também vemos três homens que se desinstalaram do seu comodismo e arriscaram para ir ao encontro de algo desconhecido. Tenho/temos nós a coragem de o fazer? 
No dia a dia, a reconstrução de vidas dilaceradas por situações e circunstâncias, pode ser dolorosa e com a falta de um olhar de luz e esperança. Assim a Palavra de Deus através do profeta Isaías dá o mote de nos levantarmos e resplandecermos como as pedras brancas da cidade de Jerusalém. Ser como o sol que bate nessas mesmas pedras. A vida tem as suas contrariedades, as suas angústias, as suas opressões e marginalizações, mas através de um olhar de esperança, através de uma forma fraternal de vivermos uns com os outros, poderemos viver com a força da luz, pois Deus está connosco e dá a força e a motivação para ir em frente!  Consigo/conseguimos ser a luz que outros precisam para seguir em frente em vez de ser obstáculo que só consegue ser divisão e discórdia?