Paróquias
Adão, Ade, Albardo, Amoreira, Cabreira, Casal de Cinza, Castanheira, Cerdeira do Côa, Marmeleiro, Mesquitela, Miuzela, Monte Margarida, Monteperobolso, Parada, Porto de Ovelha, Pousade, Rochoso, Seixo do Côa, Valongo do Côa, Vila Fernando e Vila Garcia

sexta-feira, janeiro 30, 2015

Mensagem do Papa para a Quaresma 2015

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO
PARA A QUARESMA DE 2015
 Fortalecei os vossos corações (Tg 5, 8)

Amados irmãos e irmãs,
Tempo de renovação para a Igreja, para as comunidades e para cada um dos fiéis, a Quaresma é sobretudo um «tempo favorável» de graça (cf. 2 Cor 6, 2). Deus nada nos pede, que antes não no-lo tenha dado: «Nós amamos, porque Ele nos amou primeiro» (1 Jo 4, 19). Ele não nos olha com indiferença; pelo contrário, tem a peito cada um de nós, conhece-nos pelo nome, cuida de nós e vai à nossa procura, quando O deixamos. Interessa-Se por cada um de nós; o seu amor impede-Lhe de ficar indiferente perante aquilo que nos acontece. Coisa diversa se passa connosco! Quando estamos bem e comodamente instalados, esquecemo-nos certamente dos outros (isto, Deus Pai nunca o faz!), não nos interessam os seus problemas, nem as tribulações e injustiças que sofrem; e, assim, o nosso coração cai na indiferença: encontrando-me relativamente bem e confortável, esqueço-me dos que não estão bem! Hoje, esta atitude egoísta de indiferença atingiu uma dimensão mundial tal que podemos falar de uma globalização da indiferença. Trata-se de um mal-estar que temos obrigação, como cristãos, de enfrentar.
Quando o povo de Deus se converte ao seu amor, encontra resposta para as questões que a história continuamente nos coloca. E um dos desafios mais urgentes, sobre o qual me quero deter nesta Mensagem, é o da globalização da indiferença.
Dado que a indiferença para com o próximo e para com Deus é uma tentação real também para nós, cristãos, temos necessidade de ouvir, em cada Quaresma, o brado dos profetas que levantam a voz para nos despertar.
A Deus não Lhe é indiferente o mundo, mas ama-o até ao ponto de entregar o seu Filho pela salvação de todo o homem. Na encarnação, na vida terrena, na morte e ressurreição do Filho de Deus, abre-se definitivamente a porta entre Deus e o homem, entre o Céu e a terra. E a Igreja é como a mão que mantém aberta esta porta, por meio da proclamação da Palavra, da celebração dos Sacramentos, do testemunho da fé que se torna eficaz pelo amor (cf. Gl 5, 6). O mundo, porém, tende a fechar-se em si mesmo e a fechar a referida porta através da qual Deus entra no mundo e o mundo n'Ele. Sendo assim, a mão, que é a Igreja, não deve jamais surpreender-se, se se vir rejeitada, esmagada e ferida.
Por isso, o povo de Deus tem necessidade de renovação, para não cair na indiferença nem se fechar em si mesmo. Tendo em vista esta renovação, gostaria de vos propor três textos para a vossa meditação.
1. «Se um membro sofre, com ele sofrem todos os membros» (1 Cor 12, 26): A Igreja.
Com o seu ensinamento e sobretudo com o seu testemunho, a Igreja oferece-nos o amor de Deus, que rompe esta reclusão mortal em nós mesmos que é a indiferença. Mas, só se pode testemunhar algo que antes experimentámos. O cristão é aquele que permite a Deus revesti-lo da sua bondade e misericórdia, revesti-lo de Cristo para se tornar, como Ele, servo de Deus e dos homens. Bem no-lo recorda a liturgia de Quinta-feira Santa com o rito do lava-pés. Pedro não queria que Jesus lhe lavasse os pés, mas depois compreendeu que Jesus não pretendia apenas exemplificar como devemos lavar os pés uns aos outros; este serviço, só o pode fazer quem, primeiro, se deixou lavar os pés por Cristo. Só essa pessoa «tem a haver com Ele» (cf. Jo 13, 8), podendo assim servir o homem.
A Quaresma é um tempo propício para nos deixarmos servir por Cristo e, deste modo, tornarmo-nos como Ele. Verifica-se isto quando ouvimos a Palavra de Deus e recebemos os sacramentos, nomeadamente a Eucaristia. Nesta, tornamo-nos naquilo que recebemos: o corpo de Cristo. Neste corpo, não encontra lugar a tal indiferença que, com tanta frequência, parece apoderar-se dos nossos corações; porque, quem é de Cristo, pertence a um único corpo e, n'Ele, um não olha com indiferença o outro. «Assim, se um membro sofre, com ele sofrem todos os membros; se um membro é honrado, todos os membros participam da sua alegria» (1 Cor 12, 26).
A Igreja é communio sanctorum, não só porque, nela, tomam parte os Santos mas também porque é comunhão de coisas santas: o amor de Deus, que nos foi revelado em Cristo, e todos os seus dons; e, entre estes, há que incluir também a resposta de quantos se deixam alcançar por tal amor. Nesta comunhão dos Santos e nesta participação nas coisas santas, aquilo que cada um possui, não o reserva só para si, mas tudo é para todos. E, dado que estamos interligados em Deus, podemos fazer algo mesmo pelos que estão longe, por aqueles que não poderíamos jamais, com as nossas simples forças, alcançar: rezamos com eles e por eles a Deus, para que todos nos abramos à sua obra de salvação.
2. «Onde está o teu irmão?» (Gn 4, 9): As paróquias e as comunidades
Tudo o que se disse a propósito da Igreja universal é necessário agora traduzi-lo na vida das paróquias e comunidades. Nestas realidades eclesiais, consegue-se porventura experimentar que fazemos parte de um único corpo? Um corpo que, simultaneamente, recebe e partilha aquilo que Deus nos quer dar? Um corpo que conhece e cuida dos seus membros mais frágeis, pobres e pequeninos? Ou refugiamo-nos num amor universal pronto a comprometer-se lá longe no mundo, mas que esquece o Lázaro sentado à sua porta fechada (cf. Lc 16, 19-31)?
Para receber e fazer frutificar plenamente aquilo que Deus nos dá, deve-se ultrapassar as fronteiras da Igreja visível em duas direcções.
Em primeiro lugar, unindo-nos à Igreja do Céu na oração. Quando a Igreja terrena reza, instaura-se reciprocamente uma comunhão de serviços e bens que chega até à presença de Deus. Juntamente com os Santos, que encontraram a sua plenitude em Deus, fazemos parte daquela comunhão onde a indiferença é vencida pelo amor. A Igreja do Céu não é triunfante, porque deixou para trás as tribulações do mundo e usufrui sozinha do gozo eterno; antes pelo contrário, pois aos Santos é concedido já contemplar e rejubilar com o facto de terem vencido definitivamente a indiferença, a dureza de coração e o ódio, graças à morte e ressurreição de Jesus. E, enquanto esta vitória do amor não impregnar todo o mundo, os Santos caminham connosco, que ainda somos peregrinos. Convicta de que a alegria no Céu pela vitória do amor crucificado não é plena enquanto houver, na terra, um só homem que sofra e gema, escrevia Santa Teresa de Lisieux, doutora da Igreja: «Muito espero não ficar inactiva no Céu; o meu desejo é continuar a trabalhar pela Igreja e pelas almas» (Carta 254, de 14 de Julho de 1897).
Também nós participamos dos méritos e da alegria dos Santos e eles tomam parte na nossa luta e no nosso desejo de paz e reconciliação. Para nós, a sua alegria pela vitória de Cristo ressuscitado é origem de força para superar tantas formas de indiferença e dureza de coração.
Em segundo lugar, cada comunidade cristã é chamada a atravessar o limiar que a põe em relação com a sociedade circundante, com os pobres e com os incrédulos. A Igreja é, por sua natureza, missionária, não fechada em si mesma, mas enviada a todos os homens.
Esta missão é o paciente testemunho d'Aquele que quer conduzir ao Pai toda a realidade e todo o homem. A missão é aquilo que o amor não pode calar. A Igreja segue Jesus Cristo pela estrada que a conduz a cada homem, até aos confins da terra (cf. Act 1, 8). Assim podemos ver, no nosso próximo, o irmão e a irmã pelos quais Cristo morreu e ressuscitou. Tudo aquilo que recebemos, recebemo-lo também para eles. E, vice-versa, tudo o que estes irmãos possuem é um dom para a Igreja e para a humanidade inteira.
Amados irmãos e irmãs, como desejo que os lugares onde a Igreja se manifesta, particularmente as nossas paróquias e as nossas comunidades, se tornem ilhas de misericórdia no meio do mar da indiferença!
3. «Fortalecei os vossos corações» (Tg 5, 8): Cada um dos fiéis
Também como indivíduos temos a tentação da indiferença. Estamos saturados de notícias e imagens impressionantes que nos relatam o sofrimento humano, sentindo ao mesmo tempo toda a nossa incapacidade de intervir. Que fazer para não nos deixarmos absorver por esta espiral de terror e impotência?
Em primeiro lugar, podemos rezar na comunhão da Igreja terrena e celeste. Não subestimemos a força da oração de muitos! A iniciativa 24 horas para o Senhor, que espero se celebre em toda a Igreja – mesmo a nível diocesano – nos dias 13 e 14 de Março, pretende dar expressão a esta necessidade da oração.
Em segundo lugar, podemos levar ajuda, com gestos de caridade, tanto a quem vive próximo de nós como a quem está longe, graças aos inúmeros organismos caritativos da Igreja. A Quaresma é um tempo propício para mostrar este interesse pelo outro, através de um sinal – mesmo pequeno, mas concreto – da nossa participação na humanidade que temos em comum.
E, em terceiro lugar, o sofrimento do próximo constitui um apelo à conversão, porque a necessidade do irmão recorda-me a fragilidade da minha vida, a minha dependência de Deus e dos irmãos. Se humildemente pedirmos a graça de Deus e aceitarmos os limites das nossas possibilidades, então confiaremos nas possibilidades infinitas que tem de reserva o amor de Deus. E poderemos resistir à tentação diabólica que nos leva a crer que podemos salvar-nos e salvar o mundo sozinhos.
Para superar a indiferença e as nossas pretensões de omnipotência, gostaria de pedir a todos para viverem este tempo de Quaresma como um percurso de formação do coração, a que nos convidava Bento XVI (Carta enc. Deus caritas est, 31). Ter um coração misericordioso não significa ter um coração débil. Quem quer ser misericordioso precisa de um coração forte, firme, fechado ao tentador mas aberto a Deus; um coração que se deixe impregnar pelo Espírito e levar pelos caminhos do amor que conduzem aos irmãos e irmãs; no fundo, um coração pobre, isto é, que conhece as suas limitações e se gasta pelo outro.
Por isso, amados irmãos e irmãs, nesta Quaresma desejo rezar convosco a Cristo: «Fac cor nostrum secundum cor tuum – Fazei o nosso coração semelhante ao vosso» (Súplica das Ladainhas ao Sagrado Coração de Jesus). Teremos assim um coração forte e misericordioso, vigilante e generoso, que não se deixa fechar em si mesmo nem cai na vertigem da globalização da indiferença.
Com estes votos, asseguro a minha oração por cada crente e cada comunidade eclesial para que percorram, frutuosamente, o itinerário quaresmal, enquanto, por minha vez, vos peço que rezeis por mim. Que o Senhor vos abençoe e Nossa Senhora vos guarde!

Vaticano, Festa de São Francisco de Assis, 4 de Outubro de 2014.

Francisco

quinta-feira, janeiro 22, 2015

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2015 - Dia 5


ANUNCIAÇÃO
Tu não tens sequer um balde e o poço é profundo (João 4,11)




Comentário
Jesus precisava de ajuda. Depois de uma longa caminhada, vem o cansaço. Exausto, exposto ao calor do meio dia, ele sente fome e sede. (Jo 4,6). Além disso, Jesus é um estrangeiro; é ele que está num território estrangeiro e o poço pertence ao povo da mulher. Jesus tem sede e, como diz a mulher samaritana, não tem balde para recolher a água. Ele precisa de água, ele precisa de ajuda: todos precisam de ajuda!
Muitos cristãos acreditam que somente eles têm todas as respostas e que não precisam da ajuda de ninguém. Perdemos muito quando mantemos essa perspectiva. Nenhum de nós pode chegar às profundezas do poço do divino e ainda assim a fé nos pede que nos aprofundemos no mistério. Não podemos fazer isso isoladamente. Precisamos da ajuda de nossos irmãos e irmãs em Cristo. Só assim poderemos mergulhar na profundidade do mistério de Deus.
Um ponto comum em nossa  fé, independentemente da Igreja a que pertencemos, é que Deus é um mistério além da nossa compreensão. A busca da unidade cristã nos leva ao reconhecimento de que nenhuma comunidade tem todos os meios de mergulhar nas águas profundas do divino. Precisamos de água, precisamos de ajuda: todos precisam de ajuda! Quanto mais crescermos na unidade, partilharmos nossos baldes e unirmos as partes de nossas cordas, mais profundamente mergulharemos no poço do divino.
A tradição indígena brasileira nos ensina a aprender com a sabedoria dos mais velhos e, ao mesmo tempo, com a curiosidade e a inocência das crianças. Quando estamos prontos para aceitar que realmente precisamos uns dos outros, nos tornamos como crianças, abertos para aprender. E é assim que o Reino de Deus se abre para nós (Mt 18,3). Precisamos fazer como Jesus fez. Precisamos tomar a iniciativa de entrar numa terra estrangeira, onde nos tornamos estrangeiros, e cultivar o desejo de aprender com o que é diferente.

Questões
  • 1. Você se lembra de situações em que sua Igreja tenha ajudado outra Igreja ou tenha sido ajudada por outra Igreja?
  • 2. Há reservas por parte da sua Igreja em aceitar ajuda de outra Igreja? Como isso pode ser superado?

Oração
Deus, fonte da água viva,
ajuda-nos a entender que, quanto mais unirmos as partes de nossas cordas,
mais profundamente nossos baldes chegarão até tuas divinas águas!
Desperta-nos para a verdade de que os dons do outro
são uma expressão do teu indefinível mistério.
E faze-nos sentar juntos à beira do poço
para beber da tua água,
que nos reúne em unidade e paz.
Isso te pedimos em nome de teu Filho Jesus Cristo,
que pediu à mulher samaritana que lhe desse água para a sua sede.
Amém.
 

terça-feira, janeiro 20, 2015

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2015 - Dia 3


DENÚNCIA II
Eu não tenho marido (João 4,16-19)




Comentário
A mulher samaritana responde a Jesus: “Eu não tenho marido.” O assunto da conversa agora é a vida conjugal da mulher. Há uma mudança de termos no conteúdo do diálogo – da água para o marido: “Vai, chama o teu marido e volta aqui” (Jo 4,16). Mas Jesus sabe que a mulher tinha tido cinco maridos e que o homem que ela tem agora não é seu marido. Qual é a situação da mulher? Seu marido pediu divórcio? Ela era viúva?  Tinha filhos?  Essas perguntas surgem naturalmente quando lidamos com essa narrativa. No entanto, parece que Jesus estava interessado em outra dimensão da situação da mulher; ele tem conhecimento da vida da mulher mas permanece aberto a ela, vai ao seu encontro. Jesus não insiste numa interpretação moral da resposta dela, mas parece querer conduzi-la para além disso. E, como resultado, a atitude da mulher em relação a Jesus muda. A essa altura, os obstáculos de diferenças culturais e religiosas ficam para trás para dar espaço a algo muito mais importante: um encontro em confiança. O comportamento de Jesus nesse momento nos permite abrir novas janelas e levantar outras questões: questões que desafiam as atitudes que desmoralizam e marginalizam mulheres e também questões sobre as diferenças que permitimos que se coloquem  como bloqueio no caminho da unidade que buscamos e pela qual oramos. 


Questões
  • 1. Quais são as estruturas de pecado que podemos identificar em nossas comunidades?
  • 2. Qual é o lugar e o papel das mulheres em nossas comunidades?
  • 3. O que podem fazer as nossas Igrejas para prevenir  e superar a violência contra mulheres e meninas?
 


Oração
Tu que estás em todas as coisas, como podemos te chamar por qualquer outro nome?
Que canção poderíamos cantar para Ti? Palavras não podem te descrever.
Que espírito pode te perceber? Nenhuma inteligência pode te compreender.
Só Tu  não podes ser descrito; tudo que de Ti é dito vem de Ti.
Só Tu estás além do que podemos conhecer;  tudo o que sabemos vem de Ti.
Todas as criaturas Te proclamam, as que falam e as que são mudas.
Todos te desejam, todos suspiram e aspiram por Ti.
Tudo o que existe ora para Ti,
e todo ser que pode contemplar teu universo dedica a Ti um hino silencioso.
Tem piedade de nós, tu que estás além de todas as coisas.
Como te poderíamos chamar por qualquer outro nome?
Amém.
(Atribuído a Gregório Nazianzeno)
 

segunda-feira, janeiro 19, 2015

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2015 - Dia 2


DENÚNCIA 
Cansado da viagem, Jesus estava assim sentado na borda do poço (João 4, 5-6)



Comentário
Jesus tinha estado na Judéia antes de seu encontro com a mulher samaritana. Os fariseus tinham começado a espalhar a idéia de que  Jesus batizara mais discípulos do que João. Talvez esse tipo de  conversa tenha causado alguma tensão e desconforto. Talvez tenha sido essa a razão da decisão de Jesus de ir embora.
Chegando ao poço, Jesus resolve parar. Estava cansado de sua viagem. Sua fadiga poderia também ter algo a ver com o que estavam dizendo sobre ele. Enquanto descansava, uma mulher samaritana se aproximou do poço para tirar água. Esse encontro aconteceu no poço de Jacó: um lugar simbólico para a vida e a espiritualidade do povo da Bíblia.
Começa um diálogo entre a mulher samaritana e Jesus sobre o lugar onde se deveria adorar . “É na montanha ou em Jerusalém?” pergunta a mulher samaritana. Jesus responde: “nem na montanha nem em Jerusalém... os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade pois são esses os adoradores que o Pai procura”. (Jo 4, 21-24)
Ainda acontece que, em vez de uma busca comum da unidade, a competição e a disputa sejam uma característica do relacionamento entre Igrejas. Isso tem sido a experiência vivida no Brasil em anos recentes. Comunidades exaltam suas próprias virtudes e os benefícios que aguardam seus adeptos a fim de atrair novos membros. Alguns pensam que quanto maior for a Igreja, mais numerosos os seus membros e maior o seu poder, mais perto estarão de Deus, apresentando a si mesmos como os únicos adoradores verdadeiros.  Como resultado, tem havido  violência e desrespeito a outras religiões e tradições. Esse tipo de marketing competitivo cria tanto a desconfiança entre as Igrejas como uma falta de credibilidade na sociedade em relação ao cristianismo como um todo. À medida que cresce a competição, a “outra” comunidade se torna o inimigo.
Quem são os verdadeiros adoradores? Verdadeiros adoradores não permitem que a lógica da competição – quem é melhor e quem é pior – contamine a fé. Precisamos de “poços” para nos apoiar, para descansar e abandonar as disputas, a competição e a violência, lugares onde possamos aprender que verdadeiros adoradores adoram “em Espírito e Verdade”.

Questões
  • 1. Quais são os maiores motivos de competição entre nossas Igrejas?
  • 2. Somos capazes de identificar um “poço” comum no qual possamos nos apoiar e descansar de nossas disputas e competições?

Oração
Generoso Deus, frequentemente nossas Igrejas são levadas a escolher a lógica da competição. Perdoa nosso pecado de presunção. Estamos cansados dessa necessidade de estar em primeiro lugar. Deixa-nos descansar no poço.
Refresca-nos com a água da unidade que vem da nossa oração em comum.
Que o teu Espírito, que pairou sobre as águas do caos,
nos traga unidade na nossa diversidade. Amém.